A queda da passarela atingida por um caminhão na BR-116, em Magé, na Baixada Fluminense, nesta quarta-feira (19), repete um padrão de acidentes anteriores na região metropolitana do Rio. Assim como ocorreu hoje, desastres na Linha Amarela, em 2014, e na Avenida Brasil, em 2018, foram causados por caminhões que trafegavam com a caçamba levantada, atingindo as estruturas de concreto e aço.
No caso desta manhã, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que a caçamba do veículo de carga subiu e colidiu contra a passarela, derrubando a estrutura sobre o carro de José Antonio Leal da Mota Mendes, de 62 anos, que trafegava pela via e morreu no local. O caminhoneiro, que causou a colisão, sobreviveu com ferimentos leves e foi encaminhado à delegacia.
Queda de passarela da Linha Amarela em 2014
O acidente mais grave deste tipo ocorreu há mais de uma década. Em 28 de janeiro de 2014, um caminhão basculante derrubou uma passarela na Linha Amarela, na altura de Pilares. A estrutura despencou sobre a via expressa, esmagando um táxi, um carro de passeio e uma moto.
Cinco pessoas morreram na tragédia. Duas vítimas, uma mulher de 64 anos e um homem de 26, estavam em cima da passarela no momento do impacto e foram arremessadas. As outras vítimas estavam nos veículos esmagados sob os escombros. Na ocasião, outras seis pessoas ficaram feridas.
O acidente paralisou a via expressa e entrou para a lista dos mais graves já registrados. O motorista do caminhão, Luis Fernando Costa, foi condenado dois anos depois por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e lesão corporal culposa.

Acidente na Avenida Brasil em 2018
Quatro anos depois, em janeiro de 2018, o cenário se repetiu na principal via expressa da cidade. Um caminhão a serviço das obras do BRT Transbrasil, também com a caçamba levantada, derrubou uma passarela provisória na altura de Cordovil.
Diferente do caso da Linha Amarela, em que as vítimas estavam na via ou na passarela, na Avenida Brasil a vítima fatal foi o próprio motorista do caminhão, Jorge Robson Camilo da Silva, de 45 anos. Ele morreu esmagado dentro da cabine quando a estrutura de ferro colapsou sobre o veículo. Um militar da Marinha que atravessava a estrutura teve ferimentos leves.
O acidente parou o Rio de Janeiro, interditando a Avenida Brasil por mais de cinco horas e gerou um congestionamento de mais de 80 quilômetros, travando os acessos à Baixada e às rodovias federais. Na época, a estrutura deveria ter sido retirada meses antes, mas permaneceu no local devido aos atrasos na obra do corredor expresso — que acabou sendo inaugurado apenas em 2024.







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