Planos de saúde vão impor aos clientes este ano aumentos de no mínimo 10% 

Com prejuizos operacionais  acumulados em decorrência da pandemia de Covid19, as operadoras de planos de saúde atravessam uma crise financeira sem perspectiva de ser estancada a curto prazo, e que vai atingir em cheio o bolso dos consumidores este ano. Na última semana, por exemplo, a operadora Hapvida, uma das maiores do país, divulgou balanço…

Com prejuizos operacionais  acumulados em decorrência da pandemia de Covid19, as operadoras de planos de saúde atravessam uma crise financeira sem perspectiva de ser estancada a curto prazo, e que vai atingir em cheio o bolso dos consumidores este ano.

Na última semana, por exemplo, a operadora Hapvida, uma das maiores do país, divulgou balanço com prejuízo líquido de R$ 316,7 milhões no quarto trimestre de 2022, revertendo o lucro de R$ 200 milhões alcançado no mesmo período, em 2021.

O resultado impactou diretamente as ações da companhia, que despencaram 37% em um único dia, o que corresponde a uma perda de R$ 12 bilhões do valor da empresa. 

Na avaliação de especialistas, o balanço da Hapvida não é um fato isolado e prenuncia números sofríveis que devem marcar o setor nos próximos meses.

Para os consumidores, tanto individuais como coletivos, afirmam os mesmos analistas, a consequência desse aperto do setor parece inequívoca: “Aumentos médios de preços dos planos saúde de 10%”, afirma Pedro Serra, chefe de pesquisas da consultoria Ativa Investimentos. 

“É daí [10%] para cima e, mesmo assim, não é possível saber se as empresas vão realmente conseguir se recompor em 2023”, completa o analista.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading