Informação é da coluna Capital, de O Globo.
A Hapvida, maior operadora “verticalizada” de planos de saúde do país, vai abrir dois novos hospitais no Rio — onde sua rede própria é incipiente — e em São Paulo, anunciou a companhia nesta segunda-feira. Orçados em R$ 600 milhões, os empreendimentos serão erguidos pela gestora Riza Capital, da XP, com a qual a Hapvida assinou contrato para locação de longuíssimo prazo (20 anos, prorrogáveis por mais 20).
Esse modelo de contrato é conhecido como “built to suit” (BTS), pelo qual a futura inquilina encomenda o prédio para uma construtora. Por meio dele, a Hapvida troca a necessidade de tirar do caixa R$ 600 milhões para colocar os hospitais de pé pela obrigação de pagar aluguel por décadas a fio.
A opção da Hapvida pelo BTS se explica pela estratégia de redução de dívidas da operadora, que segurou investimentos no ano passado para reduzir sua “alavancagem” (relação entre dívida e a geração de caixa) de quase 2,5 vezes para cerca de 1,4 vez. Além disso, levantou mais de R$ 2 bilhões via oferta de ações e venda de imóveis próprios para a família Pinheiro, que controla a companhia.
“A presente transação está em linha com a estratégia da companhia de buscar ser ‘asset light’, otimizando a alocação de capital para o negócio, o que possibilitará a aceleração de outros projetos assistenciais previstos no plano de investimentos (Capex) de 2024/2025”, escreveu Luccas Augusto Adib, diretor de relações com investidores da Hapvida.
— Temos quatro hospitais no Rio, em Andaraí, Duque de Caxias, Jacarepaguá e Niterói. Com o investimento anunciado, vamos ampliar a nossa rede própria com um hospital de alta complexidade, em uma região central, de fácil acesso para os beneficiários. Além disso, temos um plano diretor para o Rio com novas unidades próprias incluindo clínicas, prontos-atendimentos e unidades de diagnóstico — disse à coluna Guilherme Nahuz, diretor de Relações com Investidores da Hapvida NotreDame Intermédica.
A Riza já tem R$ 300 milhões para comprar os terrenos e vai captar a outra metade para erguer os empreendimentos.





