O setor de planos de saúde no Brasil apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2024, com as operadoras registrando lucro operacional de R$ 1,87 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 1,66 bilhão no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido das empresas atingiu R$ 3,1 bilhões, um aumento de 395,9% em relação ao primeiro trimestre de 2023, quando o lucro foi de R$ 620,5 milhões, conforme os dados do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A jornalista Miriam Leitão, do Globo, o contexto mais amplo da saúde suplementar, incluindo administradoras de benefícios e planos odontológicos, o lucro líquido foi de R$ 3,3 bilhões, demonstrando que o setor retomou seu patamar financeiro pré-pandemia.
Entre os destaques do setor, a Amil, após trimestres de prejuízos, obteve um lucro de R$ 63 milhões sob o controle de José Seripieri Filho.
A SulAmérica registrou o maior lucro do setor, com R$ 407,22 milhões, seguida pelo Bradesco com um lucro de R$ 302,11 milhões. A NotreDame Intermédica e a Hapvida, que fazem parte do mesmo grupo, tiveram lucros de R$ 262,3 milhões e R$ 174,6 milhões, respectivamente.
Por outro lado, os maiores prejuízos foram registrados pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Estado de São Paulo, com um prejuízo de R$ 278,76 milhões, pela Unimed-Rio, com R$ 173,49 milhões, e pela Geap, com R$ 117,5 milhões.
Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, destacou que a melhora nos resultados financeiros das operadoras está ligada aos reajustes das mensalidades dos planos, especialmente nos coletivos, que representam 83% do mercado. Outros fatores incluem o crescimento da verticalização de serviços, passando de 6,9% dos pagamentos em 2019 para 14,9%, a redução dos pagamentos por procedimento, de 83,7% para 64,3%, e o aumento dos pagamentos por pacote, que subiram de 3,8% para 12,8%.
Apesar dos bons resultados financeiros, Aquino apontou que o setor ainda enfrenta problemas operacionais significativos, especialmente na gestão e comunicação com os consumidores. Ele ressaltou a necessidade de modernização e melhorias no atendimento, destacando que os consumidores frequentemente buscam os serviços de saúde em situações delicadas e merecem um atendimento eficiente e acolhedor. Aquino também sublinhou a importância de garantir que os consumidores tenham acesso ao tratamento adequado a um custo justo, destacando que, mais do que os preços e reajustes, a qualidade do contato com o cliente é um ponto crítico para as operadoras de saúde.
Com informações de O Globo.





