Gestoras do Leblon lideram captação de fundos e superam Faria Lima no início de 2026

Fundos administrados no Rio de Janeiro registram entrada líquida de R$ 70,9 bilhões no primeiro trimestre e ultrapassam São Paulo em captação

Depois de encerrar 2025 em cenário desfavorável, com mais saques do que aportes, as gestoras de investimentos sediadas no Rio de Janeiro iniciaram 2026 em forte recuperação. Concentradas majoritariamente no Leblon, as casas cariocas assumiram a liderança nacional em captação líquida de recursos nos três primeiros meses do ano.

Levantamento da Comdinheiro/Nelogica aponta que os fundos administrados no Rio acumularam entrada líquida de R$ 70,9 bilhões entre janeiro e março. O resultado colocou o mercado financeiro carioca à frente da Faria Lima, principal polo de investimentos do país, que somou R$ 56,7 bilhões no mesmo período.

O desempenho chama atenção porque o patrimônio administrado em São Paulo ainda é consideravelmente superior ao do Rio, tornando a liderança carioca um movimento relevante dentro da indústria de fundos.

Captação no Rio ganha força em 2026

Mesmo ocupando a segunda posição em volume captado, a Faria Lima apresentou resultado expressivo no início deste ano. O total arrecadado já representa 84% de tudo o que foi captado ao longo de 2025.

Especialistas avaliam que o ambiente mais favorável para ativos brasileiros ajudou a impulsionar o setor. A melhora da Bolsa de Valores, acompanhada do aumento da entrada de capital estrangeiro no Brasil, aparece entre os fatores que explicam o crescimento.

Segundo Gabriel Fenili, especialista sênior da Comdinheiro/Nelogica, a valorização do mercado acionário criou condições mais positivas para retomada dos investimentos em fundos.

Rio concentra parte importante da indústria de fundos

Atualmente, as gestoras sediadas no Rio de Janeiro administram cerca de 4,3 mil fundos, número equivalente a 17,3% de toda a indústria nacional.

O patrimônio líquido total desses produtos soma R$ 2,8 trilhões, consolidando o Rio como o segundo maior centro de fundos do Brasil. A liderança nacional segue com a Faria Lima, que administra aproximadamente R$ 5,1 trilhões.

Juntos, Rio de Janeiro e São Paulo concentram mais de 95% dos fundos de investimento existentes no país, reforçando a centralização do mercado financeiro brasileiro nesses dois estados.

Outros estados registram desempenho negativo

Enquanto Rio e São Paulo mantiveram fluxo positivo, outros mercados apresentaram desempenho contrário no primeiro trimestre.

Distrito Federal e Ceará foram os únicos estados com captação líquida negativa entre janeiro e março. Os fundos do Distrito Federal tiveram saída de R$ 2,2 bilhões, enquanto o Ceará registrou retirada líquida de R$ 1,09 bilhão.

Os números mostram que, apesar da melhora geral do setor em 2026, a recuperação ainda ocorre de forma desigual entre diferentes regiões do país.

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