PL confirma Rogério Marinho para disputa pelo Senado e adia decisão sobre a Câmara

Partido decidirá na próxima semana se apoiará Hugo Motta ou lançará nome próprio na Câmara.

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O Partido Liberal (PL) anunciará nesta quarta-feira (4), às 11h, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A decisão foi confirmada após reunião de lideranças da legenda com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, na terça-feira (3).

Na Câmara dos Deputados, porém, o partido adiou a definição sobre apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência ou lançar um candidato próprio. A posição será discutida na próxima quarta-feira (11), em uma reunião que também contará com os deputados eleitos em outubro.

Marinho terá apoio integral da bancada

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a candidatura de Rogério Marinho terá apoio de todos os integrantes da bancada. Segundo ele, o partido também pretende negociar alianças com outras legendas para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Portinho declarou que a reunião com Valdemar Costa Neto serviu para alinhar o anúncio oficial e consolidar o apoio interno ao senador do Rio Grande do Norte.

O parlamentar também afirmou que o PL pretende construir uma candidatura conjunta com outras siglas para disputar o comando da Casa.

Portinho critica atuação de Alcolumbre

Ao comentar a disputa, Carlos Portinho fez críticas a Davi Alcolumbre e afirmou que o presidente do Senado estaria sujeito a pressões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o líder do PL, a eleição deve representar uma oportunidade de reforçar a independência do Legislativo em relação ao Judiciário. Ele também afirmou que a relação entre os Poderes não deve resultar em subordinação do Congresso.

Questionado sobre a possibilidade de integrantes do PL apoiarem a permanência de Alcolumbre, Portinho disse não acreditar em dissidências, embora tenha reconhecido que o atual presidente mantém diálogo com parlamentares da oposição.

Tereza Cristina participa das articulações

Portinho também mencionou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) nas conversas sobre a disputa pelo comando do Senado. Segundo ele, a parlamentar tem participado das reuniões e poderá integrar uma composição política em torno da candidatura de Rogério Marinho.

A participação de Tereza Cristina faz parte das articulações para ampliar o apoio ao nome escolhido pelo PL.

PL adia decisão sobre Hugo Motta na Câmara

Na Câmara dos Deputados, a definição sobre a posição do partido ficará para a próxima semana. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a legenda ainda não identificou uma maioria favorável ao apoio a Hugo Motta ou ao lançamento de uma candidatura própria.

A reunião marcada para quarta-feira (11) contará com todos os integrantes da bancada, incluindo os novos deputados eleitos em outubro. Segundo Sóstenes, a decisão precisa considerar a composição que assumirá a legislatura a partir de fevereiro.

O deputado afirmou que o partido não pretende antecipar uma escolha sem ouvir os parlamentares que participarão da próxima legislatura.

Partido admite ficar fora de acordo

Sóstenes Cavalcante também afirmou que o PL não descarta ficar fora de uma composição para a Mesa Diretora caso as condições negociadas não atendam aos interesses da legenda.

O líder ressaltou que a decisão não deve ser orientada exclusivamente pela ocupação de cargos na estrutura da Câmara, mas pela posição política que o partido pretende apresentar aos eleitores.

Ele acrescentou que o PL ainda não discutiu quais cargos reivindicaria em uma eventual aliança com Hugo Motta.

PL calcula direito a sete comissões

Segundo Sóstenes, o partido calcula que, pelo tamanho de sua bancada, teria direito à presidência de sete comissões permanentes da Câmara. A distribuição, no entanto, dependerá da formação dos blocos partidários.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, acompanhará as negociações e deverá respeitar a posição definida pela maioria da bancada na reunião da próxima quarta-feira.

A decisão sobre o comando da Câmara, portanto, continuará em aberto até a conclusão das conversas com os deputados atuais e os parlamentares eleitos em outubro.

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