Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues são reconhecidos como patronos da MPB

Publicada no Dário Oficial da União desta sexta-feira (12), a norma reconhece o legado dos músicos na popularização da música brasileira

Os compositores Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues agora ocupam oficialmente o posto de patronos da música popular brasileira, a MPB. É o que diz a Lei 15.204/2025, de autoria do senador Lasier Martins (Republicanos-RS), sancionada pelo presidente Lula (PT) e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12). O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional e reconhece, em caráter permanente, dois nomes que moldaram parte da identidade musical do país.

Nascido em terras cariocas, sendo criado no bairro de Catumbi, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897–1973), cresceu em uma família de músicos, estando em contato com a arte desde novo. Flautista e depois saxofonista, foi arranjador, maestro e um dos responsáveis por consolidar o choro como gênero nacional. À frente do grupo Oito Batutas, se apresentou no Brasil e na França, em 1922. Entre suas composições mais conhecidas estão “Carinhoso”, “Rosa” e “Cochichando”.

Sulista de Porto Alegre, Lupicínio Rodrigues (1914-1974) ficou conhecido como o poeta da “dor de cotovelo”, cantando o sofrimento por amor em suas composições. Embora tenha passado um breve período no Rio, foi na boemia da capital gaúcha que encontrou inspiração para clássicos como “Nervos de Aço”, “Esses Moços” e “Loucura”. Apaixonado por futebol, Lupicínio também é o autor do hino oficial do Grêmio, clube pelo qual tinha grande admiração.

A norma insere os dois músicos no rol de homenagens oficiais do Estado brasileiro, reforçando o papel que desempenharam na consolidação da música brasileira em meios ainda recentes à época, como o próprio rádio, que ainda era tecnologia considerada nova.

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