Os trens da SuperVia recebem, a partir das 10h desta quinta-feira (23), feriado do Dia de São Jorge, mais uma edição do Trem do Choro. A iniciativa mistura música e mobilidade urbana em um trajeto festivo até o bairro de Olaria, na Zona Norte.
Neste ano, o evento presta homenagem ao trombonista Zé da Velha (1942–2025) e celebra a trajetória da cantora e compositora Nilze Carvalho. A data também marca o Dia Nacional do Choro, criado em referência ao nascimento de Pixinguinha, um dos maiores nomes da música brasileira.
A concentração acontece na estação Central do Brasil, de onde o público embarca no trem do ramal Saracuruna, na plataforma 12, com saída prevista para 11h18. A participação é aberta mediante pagamento da tarifa regular.
Cortejo até reduto
Ao chegar em Olaria, músicos e fãs seguem em cortejo até a Praça Ramos Figueira, onde fica o chamado “Reduto Pixinguinha”, próximo ao local onde o artista viveu. O circuito musical se espalha ainda por pontos tradicionais do bairro, como bares e espaços culturais que mantêm viva a tradição do choro.
Itamar Marques informou que a escolha da instrumentista tem como objetivo homenagear as mulheres de modo geral, que têm sido vítimas de tantas agressões e violências no país.
“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.
Durante essa 13ª edição, o Coletivo Trem do Choro será também oficializado. O Coletivo é formado por várias instituições culturais da zona da Leopoldina.
“São várias mãos, cada uma na sua especialidade, para não deixar morrer a história do Trem do Choro e a gente manter essa parte cultural. Porque o choro hoje é mundial e seu público está cada vez mais aumentando”. Itamar Marques calcula que entre 6 mil a 7 mil pessoas participam anualmente do Trem do Choro.
Programação
A programação terá início às 10h, na Estação Central do Brasil, Plataforma 12, com partida do trem às 11h18, em direção à Estação Olaria, batizada, simbolicamente, de “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante o trajeto, grupos de choro se apresentarão em cada vagão, celebrando a tradição da música instrumental brasileira.
Em Olaria, os músicos e participantes seguem em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, onde o patrono do dia viveu e será homenageado. Após o cortejo, haverá a tradicional roda de choro e feira cultural do Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, na Praça Ramos Figueira, Reduto Pixinguinha. Nessa praça, haverá ainda uma ação social, realizada em parceria com o Lions Club.






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