A morte do advogado e ex-deputado federal José Frejat, aos 102 anos, foi confirmada neste sábado (25) pela família e reacendeu a memória sobre sua trajetória política marcada pela atuação em momentos decisivos da história do país. Pai do cantor Frejat, ele teve participação ativa no movimento estudantil, na oposição ao regime militar e no processo de redemocratização.
Nascido em março de 1924, no Maranhão, José Frejat se mudou ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação acadêmica. Durante os anos de faculdade na Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou-se no movimento estudantil.
Ele ocupou cargos de representação e chegou à presidência da União Nacional dos Estudantes em 1950, após a renúncia do então dirigente. Também acumulou funções de liderança no Diretório Central dos Estudantes da universidade.

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Atuação política e oposição à ditadura
Ao longo da carreira, Frejat manteve ligação com o campo democrático. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, atuou como opositor ao regime militar e exerceu cargos públicos como procurador da Fazenda Nacional, vereador do Rio de Janeiro e deputado federal.
Ele foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1978 e reeleito em 1982, período marcado pela transição política no país.

Frejat em foto oficial da Câmara dos Deputados
Durante a redemocratização, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que defendia eleições diretas para a Presidência, e apoiou a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985.
Participação na política ao longo das décadas
Frejat também teve passagens por diferentes legendas ao longo da vida política, incluindo PSB, PDT e PSDB. Em 1986, disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Décadas depois, voltou a tentar a vida pública ao concorrer a deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2018, candidatura que acabou indeferida pela Justiça Eleitoral.
A causa da morte não foi divulgada. A trajetória de mais de um século de vida reúne passagens pela política institucional, pelo movimento estudantil e pela participação em momentos considerados centrais da história democrática brasileira.






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