PF prende PMs suspeitos de ligação com tráfico e milícias no Rio

Seis policiais militares foram detidos em ação autorizada pelo STF que investiga conexões entre criminosos e agentes públicos

Seis policiais militares foram presos nesta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Federal que investiga a atuação de agentes públicos em colaboração com organizações criminosas no Rio de Janeiro. A ação é parte da terceira fase da Operação Anomalia.

Os investigados são suspeitos de manter vínculos com o tráfico de drogas e com milícias. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

No total, a corporação cumpriu sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão. As ordens judiciais aconteceram nos bairros da Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, além dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense. A Corregedoria da Polícia Militar apoiou a ação.

Além das prisões e buscas, o STF determinou o afastamento imediato dos investigados de suas funções públicas. A decisão também autorizou a quebra de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.

Como o esquema funcionava

Segundo as investigações, os policiais usavam a função e o acesso a informações da corporação para favorecer o crime organizado. O grupo atuava facilitando a logística de facções, protegendo criminosos e ajudando a ocultar dinheiro obtido de forma ilegal.

Os agentes também são investigados por dar cobertura a atividades do tráfico de drogas e de milícias na região.

Eles poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. 

Operações nos últimos dias

Esta é a terceira operação consecutiva da Polícia Federal, todas determinadas pelo STF e voltadas a investigar suspeitas de irregularidades envolvendo agentes públicos.

Na segunda-feira (9), uma ação resultou na prisão de três pessoas, incluindo um delegado da própria Polícia Federal, Fabrizio Romano por suspeita de vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV).

Os agentes também cumpriram um mandado de prisão contra Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio, preso desde o ano passado.

Já na terça-feira (10), outros quatro mandados de prisão foram cumpridos. Entre os detidos estava um delegado da Polícia Civil, Marcus Henrique de Oliveira Alves, apontado pelas investigações como responsável por um esquema de extorsão contra traficantes.

Um dos líderes do CV, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, que já está preso, também foi alvo da ação.

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