Uma operação conjunta envolvendo diversas forças de segurança foi deflagrada na Cracolândia, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (6). A ação visa prender três guardas-civis metropolitanos (GCMs) e um ex-agente da Guarda Civil Metropolitana, suspeitos de integrar uma milícia que extorquia comerciantes da região.
Além disso, dois traficantes de drogas estão sendo investigados por venda de armas, e um funcionário de uma empresa de comunicação é suspeito de vender equipamentos que permitiam a escuta de conversas policiais, alertando criminosos.
A operação, denominada Salus et Dignitas, conta com a participação do Ministério Público (MP), Receita Federal, Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ministério do Trabalho e Emprego.
Até o meio-dia, cinco dos sete alvos principais haviam sido presos, incluindo Leonardo Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, suspeito de liderar uma facção criminosa na Favela do Moinho. Também foram detidos Janaína da Conceição Cerqueira Xavier, suspeita de tráfico de drogas, e Antonio Carlos Amorim Oliveira, GCM acusado de extorsão.
Além dessas prisões, outras cinco pessoas foram detidas: três por flagrante de crimes e duas para averiguação. A operação cumpre 117 mandados de busca e apreensão e 46 mandados de sequestro e bloqueio de bens. Também foram suspensas atividades econômicas de 44 prédios comerciais.
De hotéis do sexo a ferros-velhos
A investigação revelou cinco grupos de atuação criminosa na Cracolândia: exploração de mão de obra de dependentes químicos em ferros-velhos, uma milícia de GCMs e policiais extorquindo comerciantes, receptação de celulares roubados, exploração sexual em hotéis e hospedarias, e atividades criminosas na Favela do Moinho, que incluem armazenamento de drogas e armas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhou a operação e afirmou que o objetivo é “devolver o centro às pessoas”. Ele não comentou sobre o envolvimento de servidores públicos na milícia. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) ainda não se manifestou sobre o caso.
Com informações do g1





