A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (17), mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida em um esquema internacional de tráfico de animais silvestres no RJ. Com base nas investigações, a Justiça bloqueou R$ 2 milhões dos bens dos investigados.
Ao todo, a operação resultou no resgate de 49 pássaros, na apreensão de dois celulares e de documentos de interesse da investigação. Também foram apreendidas centenas de gaiolas, viveiros e armadilhas usadas na atividade ilegal.

A ação ocorre um dia após a Polícia Civil do Rio deflagrar o que alega ser a maior operação da história do país contra esse tipo de crime, com cumprimentos de mandados também em São Paulo e Minas Gerais. Preso há duas semanas , o deputado TH Joias está entre os investigados. Na ocasião, mais de 800 animais foram resgatados e 47 suspeitos acabaram presos. Um dos alvos também era investigado pela PF.
Segundo a PF, a organização criminosa agia em feiras livres e também comercializava os animais por aplicativos de troca de mensagens. Os investigados também são suspeitos de envolvimento no esquema internacional de tráfico de micos-leões-dourados, que resultou na apreensão de animais no Suriname e no Togo.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, São Gonçalo e Magé. Os investigados vão responder por concurso material sobre os crimes ambientais, receptação qualificada, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.
Como começaram as investigações
As investigações tiveram início após prisões em flagrante contra suspeitos que transportavam grandes volumes de animais no Rio. No mês passado, uma ação em conjunto entre PF e Polícia Civil resultou na apreensão de 90 aves silvestres na Região Serrana e no Rio. Em maio, quase 700 aves vendidas ilegalmente em feiras foram resgatadas em outra ação no RJ.






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