O novo ministro das Minas e Energia, o extremista Adolfo Sachsida, tomou como primeira medida no cargo entregar ontem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um pedido de privatização da maior empresa estratégica brasileira. O gesto foi amplamente divulgado e apoiada pela mídia que se autodenomina profissional.
Em seguida a Federação Única dos Petroleiros se manifestou, ameaçando o governo com a maior greve da história.
É possível que tenha sido tarde demais. A Petrobrás vem sendo paulatinamente enfraquecida e fatiada desde o governo golpista de Michel Temer e passa por um processo de destruíção completa depois que Jair Bolsonaro chegou ao poder. Os petroleiros não demonstraram até agora capacidade de mobilização para impedir este processo. E a impressão que se tem é que a boiada já passou.
Veja texto da RBA:
O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT), Deyvid Bacelar, afirmou ontem (12) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) verá “a maior greve da história da categoria”, caso avance na intenção de privatizar a Petrobras.
Bacelar ressalta que a privatização da maior empresa brasileira também não é solução para reduzir os preços aos consumidores.
“Ao invés de buscar um ‘bode expiatório’ para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria”, afirmou.
O coordenador-geral da FUP lembrou que os petroleiros já aprovaram estado de greve, no final do ano passado, contra as ameaças de privatização da Petrobras. “Bolsonaro, repito: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobras”.
Os petroleiros afirmam que Bolsonaro “finge” não ter responsabilidade sobre o aumento dos combustíveis. No entanto, o governo federal é o acionista majoritário da Petrobras. Bolsonaro indica não apenas o presidente da estatal, como a maior parte dos integrantes do Conselho Administrativo. Nesse sentido, se houvesse vontade política, Bolsonaro poderia ordenar mudanças na política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que a Petrobras adota desde 2016, após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.






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