O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) retomou nesta sexta-feira (12) a análise da denúncia da África do Sul contra Israel, que acusa o país de promover um genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza. Na quinta-feira (11), a Corte ouviu os argumentos da África do Sul — que é apoiada por diversas organizações e países, como o Brasil — e desta vez ouve o lado israelense.
O consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Tal Becker, abriu a audiência alegando legítima defesa do país, já que os ataques israelenses a Gaza seriam uma resposta à ofensiva do Hamas em 7 de outubro, que matou 1139 pessoas naquele país. Entretanto, em três meses de conflito, mais de 23 mil palestinos foram mortos em Gaza e outros 50 mil foram feridos por ataques de Israel.
O lado israelense também atacou a África do Sul, acusando-a de manter laços estreitos com o Hamas e pedindo a aplicação de medidas provisórias contra o país.
Na sequência, Tal Becker alegou que Israel protege os civis na Faixa de Gaza – apesar das mais fartas provas de que seus ataques ao enclave palestino atingiram diversos alvos civis. “O que Israel faz em Gaza não é destruir pessoas, mas protegê-las. É o povo. Israel está numa guerra de defesa contra o Hamas, não contra o povo palestino”, afirmou.
Ele classificou a acusação da África do Sul de “difamação”, mas não abordou em detalhes as alegações de genocídio que recaem sobre Israel, já que entre os milhares de mortos, a maioria são crianças e mulheres, ao mesmo tempo em que alvos dos bombardeios são escolas, universidades e hospitais.
Com informações do 247.





