Paulo Guedes frustra Governo do Rio e exige que todo recurso da venda da Cedae vá para União

Uma emenda ao novo Plano de Recuperação Fiscal dos estados, incluída minutos antes da votação na Câmara dos Deputados, a pedido do ministro Paulo Guedes, retirou do Governo do Estado do Rio a possibilidade de fazer novos investimentos com os recursos advindos da privatização da Cedae. O “jabuti” obriga que todos os recursos das operações…

Uma emenda ao novo Plano de Recuperação Fiscal dos estados, incluída minutos antes da votação na Câmara dos Deputados, a pedido do ministro Paulo Guedes, retirou do Governo do Estado do Rio a possibilidade de fazer novos investimentos com os recursos advindos da privatização da Cedae. O “jabuti” obriga que todos os recursos das operações de crédito já contratadas – caso exclusivo da privatização da Cedae – sejam destinados ao pagamento da dívida do estado com a União.

A mudança repentina do texto original trouxe preocupação ao governador Cláudio Castro, que chegou a telefonar para deputados e senadores na tentativa de bloquear a alteração. O senador Carlos Portinho (PSD-RJ), começou a articular um movimento em favor da exclusão da medida, logo neutralizado pelos operadores políticos do ministro Paulo Guedes.

Com a venda da Cedae, o Governo do Rio pagará o empréstimo junto ao banco BNP Paribas de R$ 4,5 bihões – cuja garantia são as ações da empresa – e ainda teria um polpudo caixa – algo entre R$ 7 e R$ 12 bilhões – para novos investimentos, que seriam essenciais para o governador Cláudio Castro firmar sua administração e pavimentar a trajetória da reeleição em 2022.

Ainda assim, o novo Plano de Recuperação Fiscal será vantajoso para o Governo do Rio, pois alongará por 10 anos o processo de reestruturação econômico-financeira do estado.

A obrigatoriedade de todo recurso proveniente da venda da Cedae ser carreado para os cofres da União vai reduzir o montante do débito do Rio e impactar o tamanho das parcelas programadas para seu pagamento. Contudo, retira do Governado do Estado a capacidade de novos e imediatos investimentos estruturantes. O texto original não continha esta previsão.

– A emenda ficou conhecida como emenda Cedae, pois este é o único caso nos estados brasileiros de operação de crédito já contratada – revelou o senador Carlos Portinho em entrevista ao Jogo do Poder, que vai ao ar neste domingo, à meia noite pela Rede CNT.

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