Pai de Juliana Marins publica homenagem com foto inédita da filha: ‘Ela está dentro do meu peito’

Família abriu mochila com pertences da jovem pela primeira vez desde a viagemda jovem pela Ásia

O pai de Juliana Marins, Manoel Marins, publicou nesta quarta-feira (30) uma homenagem nas redes sociais à filha, que morreu em junho durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Em um texto carregado de saudade, Manoel contou que ele e Estela, mãe de Juliana, reuniram coragem para abrir, pela primeira vez, a mochila que a filha carregava na viagem.

“Ontem, finalmente, reunimos coragem e abrimos a mochila que a Ju levou na viagem. Até então ela estava dentro da mesma caixa em que saiu da Indonésia. À medida em que retirávamos seus pertences, nosso coração apertava. Cada peça de roupa, cada objeto, nos remetia a uma gama de lembranças e sentimentos dos momentos felizes que passamos juntos”, escreveu.

Na publicação, Manoel compartilhou uma foto inédita de Juliana, registrada durante o mochilão que a jovem fez pela Ásia. Na imagem, a publicitária aparece sorrindo enquanto faz acrobacia em tecido, atividade que praticava e costumava mostrar em suas redes. “Lembro de uma canção de Gonzaguinha: ‘diga lá meu coração que ela está dentro do meu peito e bem guardada, e que é preciso, mais que nunca, prosseguir’”, completou Manoel no post.

Relembre o caso

Juliana morava em Niterói e fazia um mochilão pelo Sudeste Asiático desde fevereiro. No fim de junho, durante uma trilha no Monte Rinjani — o segundo maior vulcão ativo da Indonésia —, ela escorregou em um trecho íngreme e caiu por mais de 600 metros.

De acordo com o laudo pericial, divulgado após exames no Instituto Médico Legal do Rio — feito inclusive para esclarecer respostas não dadas plenamente na perícia realizada na Indonésia — Juliana sofreu múltiplos traumas e hemorragia interna. Segundo os médicos legistas, ela sobreviveu por cerca de 10 a 15 minutos após o trauma — cerca de 32 horas após o acidente. 

O resgate mobilizou guias locais, equipes do governo indonésio, turistas e familiares, que chegaram a trocar informações em tempo real com testemunhas. A família acredita que houve demora e falhas no socorro, já que Juliana ainda estava viva horas depois do acidente. O corpo só foi resgatado quatro dias após a jovem ter caído da trilha.

Juliana foi homenageada com placa em homenagem em Niterói

No início deste mês, a Prefeitura de Niterói inaugurou uma placa em homenagem à Juliana no mirante da Praia do Sossego. Segundo a família da jovem, o local era um dos preferidos dela na cidade.

A placa, que leva o nome de Juliana chegou a ficar desaparecida por alguns dias e gerou repercussão nas redes, inclusive de Manoel Marins. No entanto, a prefeitura niteroiense esclareceu que foi apenas uma manutenção após o objeto tombar por conta de uma ventania na região. A comoção provocada pela ausência temporária mostrou o impacto e o simbolismo da homenagem à jovem

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