A placa instalada pela Prefeitura de Niterói em homenagem à viajante Juliana Marins desapareceu temporariamente do mirante que leva o nome da jovem, provocando um desabafo do pai nas redes sociais.
“Estive há pouco no mirante e trilha Juliana Marins e, para meu espanto, as placas não estavam mais lá. O que será que leva uma pessoa a pegar algo que não é seu e que não tem nenhuma importância para ele, mas que é importantíssimo para outros? Sinceramente, não sei”, escreveu Manoel Marins, pai de Juliana.
Poucas horas depois, a Prefeitura de Niterói esclareceu, em nota, que a retirada da sinalização foi feita por precaução. Segundo a administração municipal, as placas tombaram por causa da ventania registrada na sexta-feira (25) e foram recolhidas por funcionários da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser). A previsão é que a instalação seja refeita neste domingo (27).
O mirante, localizado em uma das áreas mais visitadas da cidade, foi batizado com o nome de Juliana Marins no último dia 8 de julho. De acordo com a família, o local era um dos preferidos da jovem, que nasceu no Rio de Janeiro, mas vivia em Niterói, na Região Metropolitana.
Juliana ficou conhecida nas redes sociais por compartilhar experiências de viagens e aventuras ao redor do mundo. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pelo Sudeste Asiático, com passagens pelas Filipinas, Vietnã e Tailândia.
Em junho, Juliana morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. Com 3.721 metros de altitude, o Rinjani é o segundo maior vulcão ativo do país e um destino popular entre turistas que buscam desafios na natureza. O percurso, no entanto, exige preparo físico, equipamentos adequados e pernoite em acampamentos. Segundo dados do parque nacional onde o vulcão está situado, nos últimos cinco anos foram registradas oito mortes e 180 feridos em acidentes na região.
A homenagem no mirante foi uma forma de perpetuar a memória de Juliana, que, segundo familiares e amigos, vivia intensamente sua paixão por explorar o mundo. A comoção gerada pela aparente ausência da placa mostra o impacto emocional da perda e a importância simbólica do espaço dedicado à jovem.





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