Pai de Juliana Marins chega à Indonésia para receber corpo da filha

Jovem morreu após queda em trilha no Monte Rinjani; resgate foi concluído e família inicia processo de repatriação

O pai da publicitária Juliana Marins, encontrada morta na terça-feira (24) após cair de uma trilha durante uma expedição ao Monte Rinjani, na Indonésia, já está na região do acidente para acompanhar o reconhecimento do corpo e os trâmites para a repatriação da filha.

Manoel Marins Filho viajou ao país asiático acompanhado de dois sobrinhos — um primo e uma prima de Juliana — e está reunido em um centro de operações montado com o apoio de diplomatas da embaixada do Brasil na Indonésia. O grupo acompanha de perto o processo conduzido pelas autoridades locais, incluindo a Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas).

O corpo de Juliana foi içado com cordas na manhã de quarta-feira, após quase quatro dias preso em uma encosta de difícil acesso no Monte Rinjani. Em seguida, foi transportado de maca até uma base no sopé da montanha. De lá, será encaminhado para um hospital, onde serão realizados os procedimentos legais antes do retorno ao Brasil.

Nas redes sociais, Manoel tem compartilhado mensagens emocionadas desde o desaparecimento da filha. Após publicar a canção “Pedaço de Mim”, de Chico Buarque, ele divulgou um novo texto nesta quarta-feira, relembrando momentos ao lado de Juliana e a alegria da jovem ao realizar o sonho da viagem pelo sudeste asiático.

“Ah, Juju, minha linda, meu tesouro, minha filha, meu amor. Você sempre foi muito especial. Sapeca, inquieta, de sorriso lindo e uma imensa vontade de viver intensamente”, escreveu o pai.

Em outro trecho da publicação, ele recorda os planos da filha para o futuro e o carinho com que tratava os pais:

“Sempre preocupada comigo e com a Estela. dizia que iria cuidar de nós na velhice, embora eu lhe dissesse que isso não era necessário, que você deveria viver a sua vida.”

Juliana, segundo o relato de Manoel, organizou o mochilão com recursos próprios e viajou com o apoio da família. O itinerário incluía diversos países da Ásia, entre eles a Indonésia, onde ocorreu o acidente. A jovem caiu de uma ribanceira durante uma trilha ao cume do Monte Rinjani, um dos mais altos e visitados do arquipélago indonésio.

“E como você estava feliz realizando esse sonho. E como nós ficamos felizes com a sua felicidade. Você se foi fazendo o que mais gostava e isso conforta um pouco o nosso coração”, concluiu Manoel.

A morte de Juliana gerou ampla comoção nas redes sociais e críticas à condução inicial do resgate. O Itamaraty informou que segue prestando todo o apoio à família e articulando com autoridades indonésias para agilizar os trâmites necessários para o retorno do corpo ao Brasil.

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