Paes divulga ofício ao Flamengo e confirma que Prefeitura retirará dutos do Gasômetro

Documento reforça compromisso do município em viabilizar estádio rubro-negro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, divulgou nesta quarta-feira (23) um ofício encaminhado ao Flamengo em que a Prefeitura se compromete formalmente a retirar os dutos subterrâneos do terreno do antigo Gasômetro, em São Cristóvão, onde o clube planeja erguer seu estádio próprio. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

A iniciativa busca encerrar a polêmica sobre quem seria responsável por viabilizar a remoção das estruturas de gás, pertencentes à concessionária estadual Naturgy (CEG e CEG-Rio). Paes também afirmou, por meio das redes sociais, que a decisão de avançar com o projeto agora depende exclusivamente da diretoria rubro-negra.

— O terreno está à disposição do Flamengo. O clube pagou por ele. Viabilizamos tudo que era necessário e possível. A questão dos dutos já foi resolvida pela Prefeitura — declarou o prefeito em vídeo publicado nas redes.


Ofício endereçado a Bap formaliza compromisso

O documento oficial foi enviado ao presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Nele, a Prefeitura propõe “a assunção da retirada da infraestrutura de canalização atualmente existente no terreno e pertencente à concessionária estadual de gás”.

Segundo o texto, a medida visa garantir a viabilidade econômica do projeto e contribuir para a revitalização urbana da área, considerada degradada. A Prefeitura reforça que a ação está em linha com o planejamento da cidade para aquela região.

O Flamengo, procurado para comentar o conteúdo do ofício e os próximos passos, optou por não se manifestar até o momento.


Terreno ainda passa por estudos técnicos

Paralelamente à definição sobre os dutos, o clube já contratou três empresas para realizar estudos técnicos no local. A Aecom é responsável pela análise da contaminação do solo e pela definição da estratégia de descontaminação. Já a Soloteste cuida dos dados geotécnicos que subsidiarão o projeto estrutural, enquanto a JDS realiza o levantamento topográfico completo da área.

Esses estudos servirão de base para a fase final de definição do projeto arquitetônico, conduzido pela Arena Events + Venues. Entre os desafios técnicos estão a remediação ambiental e a avaliação de possíveis impactos sobre a vegetação local.

O projeto do estádio ainda exige, segundo o Blog do Ancelmo Gois, a remoção de uma megaestrutura da Naturgy, com custo estimado em R$ 100 milhões. As concessionárias de gás já haviam notificado a Agenersa (agência reguladora estadual) sobre o problema em 2023.

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