A mediana das projeções do mercado financeiro para a taxa básica de juros subiu no mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil. A expectativa para a taxa Selic ao fim de 2026 passou de 12,50% para 13,0%, após três semanas de estabilidade.
O ajuste ocorre em meio a incertezas no cenário econômico, especialmente diante da pressão inflacionária associada à alta nos preços do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio. Considerando apenas as estimativas mais recentes, atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção também avançou para 13,0%.
Para 2027, a expectativa subiu de 10,50% para 11,0%, interrompendo um longo período de estabilidade. Já para 2028, a mediana foi mantida em 10,0%, enquanto a projeção para 2029 avançou levemente, de 9,75% para 9,88%.
Vai e vem
O Comitê de Política Monetária havia reduzido a Selic de 15% para 14,75% ao ano em março, marcando o primeiro corte em quase dois anos. Apesar disso, o colegiado sinalizou cautela diante do ambiente de incertezas.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou recentemente a necessidade de uma condução prudente da política monetária, ressaltando a baixa visibilidade sobre os impactos da alta do petróleo nos preços internos.
A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos próximos dias, quando novas decisões sobre a trajetória da taxa de juros poderão ser tomadas.






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