A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro (Agenersa) determinou que o Clube de Regatas do Flamengo e a Companhia Distribuidora de Gás (CEG) discutam os impactos e as questões de segurança relacionadas à construção do novo estádio do Flamengo na Rua São Cristóvão, localizada na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Segundo o parecer da agência, o terreno onde o estádio será construído abriga instalações da CEG, incluindo galpões, depósitos, laboratórios, um gasoduto e uma estação de regulagem e medição. Para que a obra seja viabilizada, será necessário transferir toda essa infraestrutura para outro local.
O procurador-geral da Agenersa, Marcus Vinícius Barbosa, enfatizou a importância de o Flamengo ser notificado sobre a relevância dessas instalações e destacou que a construção do estádio está condicionada à definição de uma solução para a transferência da infraestrutura. Ele afirmou que essa solução deve ser negociada diretamente entre o clube e a CEG, com a mediação da Agenersa e do Estado do Rio de Janeiro.
O local é estratégico para o fornecimento de gás às zonas Norte e Sul do Rio, atendendo cerca de 400 mil consumidores.
Contudo, segundo o parecer, a remoção não deve ser custeada pela CEG. “Administração Pública Municipal atribui ao vencedor do certame e futuro proprietário do imóvel a responsabilidade pelos custos relacionado à eventual desmobilização e transferência das instalações e equipamentos. Portanto, compreende-se que caberá a CEG negociar com o Clube de Regatas do Flamengo a resolução da controvérsia”, diz o documento.
Terreno
Em setembro, o prefeito Eduardo Paes, havia divulgado, através de sua rede social, que a Prefeitura do Rio vai arcar com os custos da transferência das instalações da CEG.
“Estão me fazendo defender o Flamengo mais do que eu gostaria: que fique claro que esse não é o custo dessa transferência e que, quando ela acontecer, será de responsabilidade da Prefeitura do Rio, que sabe que essa estrutura não pode estar em uma área que já em recebendo tantos edifícios residenciais. Está em nossos planos há tempos! O Flamengo terá seu estádio novo ali no Gasômetro com toda a qualidade e segurança que a região exige e merece. Ponto final”, afirmou o prefeito.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (5), a Prefeitura do Rio afirmou que é responsável pela limpeza do terreno, em acordo firmado antes da venda do imóvel para o Flamengo. A remoção começou dia 4 de novembro.
Ainda de acordo com a prefeitura, ao Flamengo cabe remanejar as estruturas em funcionamento, a estação de gás e um laboratório.
A Agenersa destaca a necessidade de discussões para estabelecer o impacto da retirada do sistema sem que os consumidores sejam afetados e se a construção do estádio pode afetar a segurança, pelo grande número de pessoas e veículos circulando na região. A CEG afirma que possui o imóvel desde 1997.
Com informações do g1





