Uma ala próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a defender, nos bastidores, a inclusão de uma vereadora do Nordeste como candidata a vice em uma eventual chapa presidencial. O nome em discussão é o da vereadora Priscila Costa (PL-CE), vista por aliados como uma alternativa para ampliar o alcance eleitoral na região e melhorar o desempenho entre mulheres. As informações são da coluna Andréia Sadi no portal g1.
Embora ainda não haja definição oficial, interlocutores afirmam que Flávio demonstra simpatia pela proposta. A movimentação reflete uma tentativa de ajustar a estratégia eleitoral diante de desafios identificados por aliados, especialmente no Nordeste, onde o grupo busca ampliar sua competitividade.
Estratégia para ampliar base eleitoral
A escolha de um nome nordestino para compor a chapa é considerada por aliados como uma forma de fortalecer a interlocução com eleitores da região, historicamente mais alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação interna é de que a campanha precisará avançar nesse território para ampliar suas chances em um cenário nacional.
Nesse contexto, a defesa do nome de Priscila Costa também leva em conta sua atuação política e vínculo com o partido. A vereadora de Fortaleza preside o PL Mulher no Ceará e ocupa a vice-presidência nacional da legenda, ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela também é pré-candidata ao Senado e mantém ligação com segmentos religiosos, sendo casada com um pastor da Assembleia de Deus.
Disputa interna e resistência a outros nomes
A discussão sobre o posto de vice envolve diferentes correntes dentro do grupo político. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), citado por setores do Centrão, perdeu força após declarações consideradas críticas ao Nordeste, o que, segundo aliados, poderia dificultar a aceitação da chapa na região.
Outro nome ventilado é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que conta com apoio de lideranças do Centrão. No entanto, ela tem reiterado que não pretende integrar a chapa. Além disso, integrantes do núcleo mais ideológico de Flávio Bolsonaro resistem à indicação, defendendo um perfil alinhado ao projeto político do senador.
Desafios eleitorais no Nordeste e entre mulheres
Levantamentos recentes indicam as dificuldades enfrentadas por Flávio Bolsonaro em determinados segmentos do eleitorado. Pesquisa Quaest divulgada em 15 de abril mostra que, no Nordeste, Lula lidera com 55% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 24%.
O estudo também aponta diferenças no desempenho por gênero. O presidente registra apoio equilibrado entre mulheres (39%) e homens (37%), enquanto o senador tem melhor desempenho entre eleitores do sexo masculino (36%) do que entre o feminino (28%).
O levantamento ouviu 2.004 pessoas e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.






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