A investigação que levou à prisão do funkeiro MC Poze do Rodo ganhou novos desdobramentos após a identificação de uma transferência de R$ 337 mil para um policial militar do Rio de Janeiro. O dado consta na representação da Polícia Federal que embasou a Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15), com foco em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
De acordo com o relatório, a movimentação financeira chamou a atenção dos investigadores e foi detectada a partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por monitorar operações suspeitas. Para a Polícia Federal, o 3º sargento Rodrigo Armelau Damião é apontado como “suspeito de atuar como receptor das supostas sobras do grupo”.
Procurado, o policial afirmou não ter conhecimento da investigação e declarou que o valor recebido corresponde à venda de um imóvel, sem apresentar mais detalhes sobre a transação.
Esquema sob investigação
Segundo a apuração, MC Poze do Rodo, identificado como Marlon Brendon Couto Coelho da Silva, e seu sócio Ellyton Rodrigues Feitosa foram presos sob suspeita de envolvimento na movimentação de recursos provenientes de atividades ilegais, como casas de apostas e rifas clandestinas.
A Polícia Federal também aponta que o esquema investigado teria ligação com a dissimulação de lucros do tráfico internacional, utilizando operações financeiras para dar aparência legal ao dinheiro.
No centro da engrenagem estaria Ellyton, descrito pelos investigadores como responsável por organizar e legitimar os fluxos financeiros. Ele atuaria como uma espécie de intermediador, centralizando valores e redistribuindo recursos dentro do grupo.
Fluxo de dinheiro e empresas envolvidas
As investigações indicam que, por meio da empresa Poze Records, Ellyton teria recebido cerca de R$ 1,6 milhão de Viviane Noronha, esposa do funkeiro. Além disso, outras empresas e nomes também aparecem nas movimentações analisadas.
Entre os valores citados, estão R$ 300 mil oriundos da RSS Produção, empresa associada ao artista MC Ryan SP, apontado como líder do esquema, e mais R$ 400 mil da empresa Tá Jogado Pretão, ligada ao influenciador Daniel Alves Nascimento, conhecido como Danielzinho Grau.
Prisão e desdobramentos
MC Poze do Rodo foi preso em sua residência, localizada em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Após a detenção, ele foi conduzido à sede da Polícia Federal e, posteriormente, encaminhado ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica.
Na audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão do artista. As investigações seguem em andamento e podem trazer novos desdobramentos nos próximos dias.






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