Aguardado para prestar depoimento na CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na próxima segunda-feira (20), MC Poze do Rodo pode ter sua situação agravada caso não compareça. O artista, que foi inicialmente convidado como testemunha, pode passar à condição de investigado se ignorar a convocação feita pela comissão.
O funkeiro havia sido convidado para a reunião do último dia 6, mas não apareceu e nem respondeu ao convite. Diante da ausência, o presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), emitiu um ofício de convocação no último dia 09, destacando que a presença é obrigatória e que o não comparecimento pode levar à condução coercitiva, conforme prevê a legislação das Comissões Parlamentares de Inquérito.
Nos bastidores, no entanto, circulam informações de que a Secretaria de Estado de Polícia Civil já esclareceu que a solicitação de condução coercitiva deve ter respaldo judicial.
Carro roubado e devolvido em poucas horas
O depoimento de MC Poze servirá para apurar o caso do roubo do seu carro, recuperado em poucas horas, supostamente sem ação policial. A CPI quer entender as circunstâncias dessa recuperação e verificar se houve irregularidades com empresas investigadas.
O episódio é um dos principais focos da comissão, que apura a atuação de cooperativas e empresas privadas suspeitas de lucrar com a insegurança pública. Entre os alvos estão associações de proteção veicular e companhias responsáveis por sistemas de videomonitoramento, suspeitas de envolvimento em pagamentos ilegais, sonegação de impostos e relações com milícias.
MC Poze já havia se manifestado sobre o caso, classificando a situação como “perseguição descarada” e ironizando o fato de “ser roubado e ainda ter que ir lá prestar depoimento”.
Comissão amplia investigações
A CPI das Câmeras da Alerj é presidida por Alexandre Knoploch (PL), tem Marcelo Dino (União) como vice-presidente e Filippe Poubel (PL) como relator. Também fazem parte Rodrigo Amorim (União) e Luiz Paulo (PSD), entre outros parlamentares.
Além do depoimento de MC Poze, a comissão também convocou empresários e representantes de cooperativas de proteção veicular para esclarecer possíveis esquemas de fraude e irregularidades.






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