O trapper Oruam está oficialmente na mira da Justiça, após ser indiciado por sete crimes distintos, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico e lesão corporal. A reportagem é do g1, que teve acesso aos detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O episódio que levou à ação ocorreu na residência de Oruam, no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. Durante uma operação para apreender um adolescente suspeito de integrar o Comando Vermelho e atuar como segurança de um traficante, policiais afirmam ter encontrado resistência por parte do cantor e seus acompanhantes.
Entre as acusações mais graves, estão:
Tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006): pena de 5 a 15 anos de prisão.
Associação para o tráfico (art. 35): pena de 3 a 10 anos.
Resistência qualificada (art. 329): até 3 anos de detenção, agravada por lesão em agente.
Desacato (art. 331): de 6 meses a 2 anos, por ofensas a policiais em vídeos.
Dano qualificado (art. 163): de 6 meses a 3 anos, por destruição de viatura.
Ameaça (art. 147): até 6 meses, por intimidação verbal e tentativa de agressão.
Lesão corporal leve (art. 129): de 3 meses a 1 ano, por ferir um policial com uma pedrada.
As provas reunidas pela polícia incluem vídeos, fotos com chefes do tráfico — como Doca e Rabicó — e o fato de procurados pela Justiça terem sido encontrados na casa do cantor em ocasiões distintas.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Oruam com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, alegando necessidade de manter a ordem pública e evitar interferência nas investigações. Essa modalidade de prisão não tem prazo determinado e pode ser mantida até o julgamento do caso.
Apesar da repercussão, a defesa do artista ainda não se pronunciou sobre os indiciamentos. Oruam segue detido na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro, enquanto o caso avança no Judiciário.







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