Organizadores de caravanas bolsonaristas têm afirmado em grupos de WhatsApp que policiais miltares armados estarão do lado deles, oferecendo proteção nos atos do 7. Até a presença de policiais armados dentro de ônibus tem sido anunciada e usada como “atrativo” para que manifestantes se sintam seguros.
Em áudio a interessados em pagar R$ 230 para um bate-volta saindo do Espírito Santo, a coordenadora de uma caravana alega que policiais “conhecidos” vão acompanhá-los até a Paulista e devem estar armados para proteger os manifestantes durante a viagem.
No entanto, segundo manchete do Globo de hoje, governadores de pelo menos oito estados anunciam que vão punir policiais que participarem das manifestação de terça-feira, armados ou não, e mesmo que nã usem fardas: São Paulo, Bahia, Paraíba, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Amazonas e Roraima.
Levantamento do jornal mostra que dez governadores não deixam claro nas respostas quais serão as suas condutas; dois afirmam que seus regimentos autorizam a ida aos atos, desde que sem farda; e sete não responderam ao questionamento.
As regras para a presença em manifestações políticas variam de acordo com o texto dos regimentos internos das polícias militares em cada estado. Os três estados que deverão concentrar os maiores públicos nos protestos — São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro — têm entendimentos distintos sobre o assunto.
Por meio de nota, o Governo do Estado do Rio reiterou “ser defensor da liberdade de expressão e respeita qualquer ato de manifestação pacífica. A ação da Polícia Militar em atos públicos é regulada pelo Regimento Interno.”
Já o governo paulista informou que os “policiais militares da ativa, conforme a legislação, são proibidos de participar de eventos de caráter político-partidário. Toda e qualquer denúncia de descumprimento das normas vigentes são rigorosamente apuradas e punidas, se confirmadas”.
No Distrito Federal, a Polícia Militar esclareceu, por meio de nota, “que os policiais militares são cidadãos e ao exercerem a sua cidadania, podem se manifestar de maneira democrática, desde que não representem a instituição.” No entanto, em entrevista no início desta semana, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que PMs da ativa que participarem das manifestações com pautas antidemocráticas em 7 de setembro serão punidos.
No estatuto da PM de São Paulo, por exemplo, manifestações políticas são consideradas transgressões disciplinares e atentados aos “deveres éticos”.






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