O setor de Inteligência da Policia Civil de São Paulo detectou uma movimentação entre grupos civis de bolsonaristas para que seus integrantes compareçam armados à manifestação do dia 7 de setembro na Avenida Paulista contra o STF, o Congresso e as eleições com urnas eletrônicas. A informação é do colunista do Globo Lauro Jardim.
A política de descontrole da compra de armas e munições, promovida por Bolsonaro, pode ter permitido que ativistas e seguidores civis do presidente tenham adquirido armamentos nos últimos dois anos. Grupos radicalizados de bolsonaristas agora estão insuflando o comparecimento de manifestantes armados à passeata de apoio ao presidente e contra a democracia.
Especialistas em inteligência policial temem que, sem providências preventivas, a situação poderia se tornar semelhante a dos Estados Unidos, onde seguidores fanatizados de Trump saiam armados às ruas, disparavam contra opositores do governo e promoveram uma invasão do Capitólio, no dia da posse de Joe Biden, deixando cinco mortos.

O governo de São Paulo anunciou ontem que não será permitida a realização de manifestação contra o governo na Avenida Paulista no dia 7 de setembro. A rua será toda dos apoiadores de Bolsonaro, porque eles teriam apresentado o pedido de utilização antes dos opositores.
O governador de São Paulo, João Doria, exonerou do cargo e expulsou da Polícia Militar de São Paulo, por indisciplina, o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, coronel Aleksander Lacerda. O coronel usou suas redes sociais para convocar para os atos antidemocráticos previstos para 7 de setembro. A informação é do colunista do Globo Lauro Jardim
O coronel Lacerda, que comandava até hoje sete batalhões da PM paulista, convocou “amigos” para a manifestação do dia 7 de setembro em Brasília, na qual bolsonaristas vão atacar o STF e o Congresso e exigir o voto impresso em 2022. Lacerda disse em sua rede social que sentia “nojo” do STF e que o governador João Doria é uma “cepa indiana”, segundo informa o Estadão na edição de hoje.
O governo de São Paulo anunciou ontem que não será permitida a realização de manifestação contra o governo na Avenida Paulista no dia 7 de setembro. A rua será toda dos apoiadores de Bolsonaro, porque eles teriam apresentado o pedido de utilização antes dos opositores.
O golpe de estado que derrubou Evo Morales, em 2019, foi iniciado por atos de motim e insubordinação nas polícias militares, apenas posteriormente apoiados pelas Forças Armadas nacionais.






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