Rede Brasil Atual– Manifestantes foram ontem às ruas para defender a democracia, ameaçada por atos de terrorismo promovidos por bolsonaristas em Brasília, no domingo (8).
Em mobilizações nas principais avenidas e praças brasileiras, estudantes, trabalhadores, políticos e ativistas defenderam a soberania da vontade popular expressa com lisura nas urnas.
Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram que – sem anistia – todos as pessoas envolvidas nos atos golpistas sejam processadas e punidas. Inclusive aquelas que investem recursos financeiros e equipamento, como têm feito muitos empresários.
Além destes, as manifestações pediram o devido enquadramento daqueles que, historicamente, têm promovido a narrativa política da intervenção militar no país, da derrubada de governos democraticamente eleitos, e da retomada de regimes autoritários. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado na disputa à reeleição.
Após quatro anos trabalhando pela reinstalação da ditadura no país, Bolsonaro se calou ao perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se recolheu.
Enquanto isso, seus seguidores se mantiveram acampados diante de quarteis do Exército em diversos pontos do país pedindo golpe militar contra o presidente Lula, eleito legitimamente.
Bolsonaro fez raras aparições, e nelas passou mensagens dúbias, alimentando ainda mais a imaginação de seus fanáticos seguidores, entre os quais estão policiais e militares, de que haveria um golpe de estado no país.
Os atos de ontem foram convocados pelas frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais, Coalizão Negra por Direitos e Convergência Negra.
Os movimentos propõem novo ato político, agora em Brasília, na próxima quarta-feira (11). Para esta manifestação serão convocadas lideranças, autoridades e segmentos da sociedade comprometidos com a defesa do Estado democrático de direito.
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