Uma situação inusitada gerou indignação e virou caso de polícia na Zona Norte do Rio nesta quinta-feira (25). A contadora Fabiola Ancleto registrou um boletim de ocorrência após um entregador, contratado por aplicativo, desaparecer com uma encomenda de 13 ‘morangos do amor‘, doces feitos com morango coberto por calda caramelizada.
O pedido foi feito de forma coletiva por Fabiola e seus colegas de escritório, em Madureira. Diante da alta demanda pelo doce, especialmente comum em festas e comemorações, o grupo resolveu se antecipar e encomendou os morangos ainda pela manhã.
Com os doces prontos, o confeiteiro avisou Fabiola, que então solicitou um entregador por meio da plataforma Uber para buscar a encomenda em Del Castilho e levá-la até o escritório.
Segundo ela, o motociclista chegou ao ponto de retirada, identificou corretamente o pedido e confirmou que seria entregue à cliente. No entanto, pouco depois de receber os doces, cancelou a corrida e sumiu com a encomenda, sem dar qualquer satisfação.
“O cara chegou lá, todo direitinho, pegou a encomenda e perguntou se era entrega para a Fabíola. Meu primo disse que sim, entregou, e ele simplesmente cancelou. Ele não apareceu, não mandou mensagem. Eu mandei mensagem para a Uber, reportei, e até agora ninguém falou nada”, relatou Fabiola.
A cliente disse ter registrado um boletim de ocorrência online e também abriu uma reclamação formal no aplicativo, mas até o momento não recebeu resposta da plataforma.
A Uber não deu um posicionamento oficial.
Caso levanta questionamentos sobre segurança em entregas por aplicativo
Apesar do prejuízo ter sido financeiro e emocional — afinal, os doces seriam compartilhados entre colegas de trabalho — o episódio levanta uma discussão mais ampla sobre a segurança de entregas por aplicativo e os mecanismos de responsabilização em casos de fraude ou furto.
A Uber ainda não esclareceu se identificou o entregador envolvido ou se irá ressarcir a cliente pelos produtos perdidos.
Fabiola espera que a denúncia ajude a evitar novos casos.
“Não é só pelo valor, é pelo absurdo da situação. A gente confia que vai receber o que pediu, e simplesmente some assim? Não pode ficar impune”, concluiu.
A Polícia Civil deve apurar o caso a partir do boletim de ocorrência virtual registrado por ela.






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