Na manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º), o deputado federal Nikolas Ferreira fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Do alto do trio elétrico, Nikolas puxou palavras de ordem contra Lula e questionou a prisão de Bolsonaro. “Quem devia estar na cadeia não é Jair Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. O maior corrupto que já pisou aqui nesse país. Ou seja, por que perseguir um homem que até hoje não conseguiu colocar absolutamente nada na ficha criminal dele? Tudo cai”, afirmou o parlamentar.
O deputado também elevou o tom contra o STF e mencionou diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ao falar sobre Moraes, declarou: “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment. O destino dele é cadeia”.
Defesa de pautas da direita
Durante o discurso, Nikolas apontou como prioridade da direita a derrubada do veto ao projeto que trata da dosimetria das penas relacionadas aos atos golpistas e aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele também sugeriu que o enfraquecimento de um ministro do STF poderia gerar efeito em cadeia dentro da Corte
O tom mais agressivo contra o Supremo, contudo, não foi consenso entre organizadores do evento. Ainda assim, diversas lideranças compareceram ao ato, entre elas o senador Flávio Bolsonaro, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e parlamentares aliados
Disputa pelo Senado e discursos políticos
O secretário de Segurança Pública de São Paulo e deputado licenciado Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado na chapa ligada ao governador Tarcísio de Freitas, comemorou propostas legislativas que endurecem regras eleitorais em presídios. Já o deputado Mário Frias afirmou que o movimento conservador é “radicalmente cristão” e alinhado ao bolsonarismo
A deputada Rosana Valle destacou a atuação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando que seus discursos emocionaram apoiadores ao longo dos últimos anos
Governadores defendem anistia
Entre os governadores presentes, Ronaldo Caiado afirmou que, caso a direita vença a eleição presidencial de 2026, pretende conceder anistia aos condenados pelos atos golpistas. “O primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, disse
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou o que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília, em referência aos ministros do Supremo
Participação internacional e cenário político
Direto dos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por vídeo e defendeu a eleição do irmão Flávio Bolsonaro como caminho para viabilizar anistia a aliados políticos. Ele também afirmou que o objetivo do movimento seria fortalecer uma bancada conservadora no Congresso
O ato na Paulista ocorreu em meio à reorganização das forças bolsonaristas após a prisão do ex-presidente e evidenciou a antecipação do debate eleitoral para 2026, com discursos voltados à anistia, ao STF e à sucessão presidencial






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