MP indicia dois policiais civis por mortes na operação no Jacarezinho

Um ano depois da operação que resultou na morte de 28 pessoas no Jacarezinho, o Ministério Público estadual (MPRJ) denunciou à Justiça, nesta quinta-feira (5), os policiais civis Amaury Godoy Mafra e Alexandre Moura de Souza pelos assassinatos de Richard Gabriel da Silva Ferreira e Isaac Pinheiro de Oliveira. Richard e Isaac foram dois dos…

Um ano depois da operação que resultou na morte de 28 pessoas no Jacarezinho, o Ministério Público estadual (MPRJ) denunciou à Justiça, nesta quinta-feira (5), os policiais civis Amaury Godoy Mafra e Alexandre Moura de Souza pelos assassinatos de Richard Gabriel da Silva Ferreira e Isaac Pinheiro de Oliveira.

Richard e Isaac foram dois dos 28 mortos durante a operação da Polícia Civil no dia 6 de maio do ano passado. Além das execuções, o MP também acusa Amaury e Alexandre de fraude processual e de forjar o cenário do crime.

A investigação também teve acesso a um áudio gravado no momento da execução dos bandidos.

Na denúncia, a força-tarefa do MPRJ que investigou as mortes na operação pede ao 2º Tribunal do Júri da Capital o afastamento dos agentes das operações policiais, além de medidas cautelares.

O documento narra que os policiais civis entraram na casa onde Richard e Isaac se escondiam após terem sido baleados e, mesmo tendo sido avisados de que não havia reféns, Amaury e Alexandre “encurralaram os suspeitos em um cômodo vazio e atiraram várias vezes”.

Segundo o MP, a perícia feita no local “atestou ausência de vestígios de conflito”. No mesmo dia, de acordo com os promotores, os denunciados registraram na delegacia terem apreendido duas pistolas, dois carregadores e uma granada.

Para o MP, os policiais mentiram ao afirmar que os objetos foram recolhidos com Isaac e Richard.

Das 13 investigações do Ministério Público, 10 foram arquivadas. Os inquéritos arquivados são relacionados a 24 das mortes – mais de 82% do total.

Segundo o coordenador da força-tarefa, André Luís Cardoso, no entanto, o MP pode pedir o desarquivamento em até 20 anos caso surjam novas informações que possam reabrir as investigações de cada caso.

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