O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou neste domingo as visitas de familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão preventiva desde sábado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão prevê encontros às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, com duração máxima de 30 minutos e limite de dois familiares por dia, sempre de forma separada. Todas as visitas precisam de autorização prévia do STF.
Filhos terão acesso na primeira semana
Para a próxima terça-feira, Moraes autorizou as visitas, em horários separados, de Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador. Na quinta-feira, no mesmo período, poderá visitar o ex-presidente o filho Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), vereador de Balneário Camboriú.
Advogados e médicos liberados sem autorização prévia
O ministro também permitiu que advogados e a equipe médica de Bolsonaro tenham acesso livre, sem necessidade de autorização judicial, garantindo atendimento em regime de plantão e disponibilidade de cuidados médicos a qualquer momento.
Motivos da prisão preventiva
Bolsonaro foi detido na manhã de sábado por determinação de Moraes, após pedido da Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na decisão, o ministro citou uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida na madrugada de sábado, além do risco de fuga diante da mobilização de apoiadores convocados por Flávio Bolsonaro. Segundo Moraes, esses fatores configuram “gravíssimos indícios de eventual tentativa de fuga”.
Contexto da detenção
A prisão preventiva mantém o ex-presidente na sede da PF, onde cumpre as determinações judiciais enquanto avança a investigação conduzida pelo STF.






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