Moraes autoriza Michelle e Carlos Bolsonaro a visitarem ex-presidente na prisão

Filha mais nova de Jair Bolsonaro também poderá acompanhar a mãe durante a visita marcada para quinta-feira (4); ministro negou pedidos de aliados políticos e manteve restrição a familiares e advogados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (1º) a visita da ex-primeira-dama Michelle e da filha do casal, Laura, de 15 anos, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O despacho também permite a entrada do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Os encontros estão marcados para quinta-feira (4), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília

A decisão estabelece regras estritas para a visitação. Os familiares poderão entrar no prédio entre 9h e 11h, com permanência máxima de 30 minutos. Por ser menor de idade, Laura deverá estar acompanhada da mãe durante todo o tempo.

No caso de Carlos Bolsonaro, a visita foi um reagendamento. O vereador tinha autorização para comparecer na terça-feira (2), mesma data do senador Flávio Bolsonaro, mas solicitou a troca para quinta-feira alegando compromissos prévios em Chapecó (SC). A entrada de Carlos deverá ocorrer de forma separada da ex-primeira-dama.

Pedidos de aliados negados

No mesmo despacho, Moraes indeferiu solicitações de visita feitas por aliados políticos do ex-presidente. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Magno Malta (PL-ES) haviam pedido autorização para visitar Bolsonaro, mas tiveram o pleito negado. O ministro manteve a determinação de que apenas familiares diretos, médicos e advogados constituídos têm acesso ao ex-mandatário.

Regras e protocolo

Segundo o despacho, as visitas seguem os horários reservados às visitas familiares e devem ocorrer sob fiscalização da Polícia Federal, sem celulares ou outros equipamentos eletrônicos. Apenas familiares, advogados e médicos mantêm direito a encontros regulares com o ex-presidente.

A decisão também regulamentou a entrega de alimentação especial ao ex-presidente. Moraes autorizou que três assessores ligados ao PL — Carlos Eduardo Antunes Torres, Marcus Antonio Machado Ibiapina e Kelso Colnago dos Santos — realizem a entrega dos itens. 

Cumprimento de pena

Jair Bolsonaro está detido na sede da PF desde o dia 22 de novembro. Na última semana, após o trânsito em julgado da ação penal referente à trama golpista, o STF determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão.

Além do ex-presidente, outros condenados no mesmo processo, como os generais Walter Braga Netto e Augusto Heleno, e o ex-ministro Anderson Torres, já cumprem suas respectivas sentenças em unidades militares e prisionais do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

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