Moradores protestam pela reabertura da UPA de Costa Barros, fechada há 15 dias

Manifestação cobra retomada do atendimento na unidade, fechada após sequestro de pacientes e rendição de funcionários no último dia 30 de setembro. Secretaria Municipal de Saúde diz que aguarda aval dos órgãos de segurança pública

Moradores realizam uma manifestação em frente à UPA de Costa Barros, na Zona Norte, desde a manhã desta terça-feira (14), exigindo a imediata reabertura da unidade de saúde. O local está fechado desde o dia 30 de setembro, quando criminosos invadiram a UPA e sequestraram pacientes e renderam funcionários, num episódio ligado à disputa territorial na região do Complexo da Pedreira.

O protesto acontece de forma pacífica e conta com a presença da Polícia Militar, reforçando a segurança no local. O trânsito na região segue sem interdições, apesar de um pouco mais lento pelo fluxo de pessoas.

Unidade segue sem previsão de reabertura

A UPA de Costa Barros está fechada há duas semanas e ainda não tem previsão de reabertura. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a unidade está sendo preparada para reabertura, enquanto isso, passa por manutenção de equipamentos e substituição de insumos — que acontece sob escolta policial. 

A reabertura, de acordo com a SMS, depende do sinal verde do Estado. A pasta afirma que aguarda uma posição dos órgãos de segurança pública sobre a segurança na região e a investigação dos criminosos envolvidos no ataque. Enquanto isso, os profissionais da UPA Costa Barros estão temporariamente realocados para outras unidades próximas.

A PM disse que mantém esforços permanentes de policiamento na região, considerada de grande complexidade pela corporação, e se diz aberta ao diálogo. Na semana passada, a pasta chegou a anunciar que o 41º BPM (Irajá) faria uma ocupação por tempo indeterminado na localidade, justamente para restabelecer a ordem e ampliar a segurança em Costa Barros e nos bairros próximos.

Apesar dos esforços anunciados, o impasse entre as instituições de Saúde e Segurança segue, e a população é a principal afetada. Desde o fechamento, moradores da região têm relatado dificuldade para conseguir atendimento e precisam se deslocar a outras unidades, como as UPAs de Rocha Miranda e Colégio.

De acordo com a SMS, a rede de Atenção primária da cidade — que inclui clínicas da família e centros municipais de saúde — já precisou suspender por 741 vezes o atendimento em alguma unidade devido a problemas de insegurança. Os registros são apenas de janeiro a setembro deste ano.

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