A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, completa uma semana de portas fechadas após ser invadida por criminosos. Diante do impasse, o deputado estadual Rafael Nobre (União) apresentou duas Indicações na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pedindo a transferência da administração da unidade para o governo estadual e o reforço imediato no policiamento da região.
Nobre defende que o fechamento da UPA agrava a situação de milhares de moradores da área. “Essa daqui não é a primeira nem vai ser a última unidade que é próxima ou dentro de uma comunidade”, afirmou o parlamentar em vídeo publicado durante um protesto pela reabertura do posto. Ele também relembrou que outro posto de saúde da região foi fechado há cerca de dois meses.
Reforço policial e apelo por reabertura
As Indicações protocoladas pelo deputado são as de número 5920/2025 e 5921/2025. A primeira solicita que o governador assuma a gestão da unidade, e a segunda pede ao Executivo que intensifique o policiamento ostensivo na localidade.
Durante visita à comunidade, Rafael Nobre se reuniu com moradores e registrou a presença de veículos blindados e viaturas da Polícia Militar nas imediações. Segundo ele, o comandante do 41º Batalhão, coronel Maia, se comprometeu a manter o patrulhamento na área.
O parlamentar também dirigiu seu apelo ao prefeito Eduardo Paes (PSD) e ao secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. “Peço que a Secretaria reveja essa decisão e que possa reabrir essa unidade tão importante para essa região, até porque, em volta dessa unidade, vivem cerca de 200 mil pessoas”, disse Nobre.
Proposta de estadualização
Caso a prefeitura não reabra a UPA, o deputado propõe que o Estado assuma a administração da unidade. “Se o Estado assumir a administração, poderá garantir maior aporte de recursos, investir em infraestrutura, adquirir equipamentos e insumos, além de contratar profissionais de saúde”, explicou.
Para Nobre, a transferência da gestão é essencial para restabelecer o atendimento e evitar que a população local fique desassistida. “Representa restabelecer o atendimento interrompido, fortalecer a rede pública de saúde e garantir condições de acesso à população do bairro de Costa Barros e adjacências”, concluiu.






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