‘Clima de esperança’, diz Soranz sobre abertura da UPA de Costa Barros

Unidade volta a funcionar após invasão armada com reforço permanente da PM

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, voltou a funcionar nesta segunda-feira (27), menos de um mês após criminosos armados invadirem a unidade e sequestrarem dois pacientes durante uma disputa entre facções. Neste domingo (26), houve tiroteio entre traficantes na região, que deixou dois suspeitos e dois inocentes mortos.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que o retorno representa um novo momento para profissionais e moradores. Segundo ele, a equipe que optou por retornar está confiante na manutenção da segurança na região.

“O clima era positivo, de reabertura. Os funcionários que escolheram voltar para a unidade tem muita esperança de que a gente possa viver dias melhores na unidade e na região em relação à segurança pública”.

Câmeras de segurança foram reinstaladas e estão funcionando | Crédito: Divulgação

A política adotada envolve atuação contínua das forças de segurança, afirma o secretário. Para garantir a operação, uma viatura e um blindado da Polícia Militar vão permanecer posicionados em frente à unidade permanentemente.

“O compromisso do secretário de Segurança do Estado é ocupar a região e evitar que situações como as que ocorreram aconteçam novamente.”

Nova estrutura pediátrica

A UPA também recebeu nova estrutura pediátrica, troca de mobiliário e reorganização das salas. O fluxo de atendimento foi retomado já no início da manhã.

“Às sete horas já havia uma fila e pacientes sendo atendidos. Atendemos 162 pessoas só no período da manhã”, disse o secretário.

Invasão com homens armados

Criminosos armados invadiram a unidade às 5h45 do dia 30 de janeiro em busca de dois rivais baleados que teriam procurado atendimento horas antes.

Funcionários relataram ter armas apontadas para o rosto e chegaram a se esconder debaixo de camas e mesas. Os homens levaram os dois pacientes, depois disso os liberaram e eles retornaram à unidade. Após curativos e medicação, saíram antes da alta médica.

Além disso, um levantamento da Agenda do Poder com dados da Secretaria Municipal de Saúde, revelou que entre janeiro e setembro do ano passado, 741 unidades precisaram fechar temporariamente por causa de tiroteios, o equivalente a uma interrupção a cada nove horas. Mais de 200 profissionais pediram afastamento de áreas de risco no período.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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