Vídeo: UPA de Costa Barros será reaberta em 27 de outubro, anuncia Paes

Unidade estava fechada desde invasão de traficantes no fim de setembro; prefeitura promete retorno dos atendimentos e PM mantém ocupação na região

O prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou neste sábado (18) que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, será reaberta no próximo dia 27 de outubro. A unidade está fechada desde 30 de setembro, quando foi invadida por criminosos armados. Na ocasião, dois pacientes foram agredidos e levados por traficantes.

Durante visita ao local, Paes afirmou que pequenas reformas foram realizadas durante o período de fechamento, mas não confirmou se haverá reforço permanente no policiamento

“O governador Cláudio Castro reforçou o compromisso das Forças de Segurança Pública com a segurança. O poder público não vai deixar de prestar serviços à população. O recado é muito claro aqui”, disse o prefeito.

Em nota, a Polícia Militar informou que o comando-geral determinou a ocupação por tempo indeterminado da região de Costa Barros, sob responsabilidade de policiais do 41º BPM (Irajá) — batalhão que lidera o ranking de apreensões de fuzis em 2025, com 90 armas retiradas das mãos de criminosos.

Relembre a invasão

De acordo com as investigações, traficantes armados invadiram a unidade em busca de rivais feridos, mas acabaram agredindo dois pacientes. As vítimas foram levadas e liberadas pouco tempo depois.

Um funcionário relatou que a invasão provocou pânico entre os profissionais de saúde.

Eles foram de setor em setor, botando a arma na cara dos profissionais. Muitos se esconderam debaixo de camas e pias. Há colegas que não querem mais voltar”, contou.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, negou a possibilidade de fechamento definitivo, mas reconheceu que parte da equipe teme retornar à unidade.

Violência impacta a saúde pública

Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, 741 unidades de atendimento foram fechadas entre janeiro e setembro por causa de tiroteios e confrontos armados — uma média de uma unidade paralisada a cada nove horas.

Mais de 200 profissionais solicitaram afastamento neste período, especialmente em áreas dominadas por facções rivais, como Chapadão e Pedreira.

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