Mendonça atende Fachin e derruba sigilo da investigação do caso Master

Relator decidiu abrir os autos da PET 15.556 depois de pedido do presidente do STF, que também solicitou acesso a um HD com informações do processo

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou na noite desta quinta-feira (10) o sigilo da investigação relacionada ao caso Master. A decisão foi tomada depois de um pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, em mais um movimento envolvendo o processo que está no centro da crise interna no Supremo.

Mendonça é o relator do caso e, nessa condição, decidiu pelo levantamento do sigilo da PET 15.556.

A determinação foi publicada poucas horas depois de Fachin solicitar a abertura das informações. O presidente do STF também pediu que um HD contendo dados do processo fosse entregue à Presidência da Corte e disponibilizado aos demais ministros.

Mendonça atende pedido de Fachin

Ao determinar a retirada do sigilo, André Mendonça fez referência direta à solicitação apresentada pelo presidente do Supremo.

“Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos do PET n° 15.556”, escreveu Mendonça no despacho divulgado nesta quinta-feira.

Com a decisão, o processo deixa de tramitar integralmente sob sigilo, ampliando o acesso às informações que integram a investigação.

Fachin amplia acesso dos ministros

A iniciativa de Fachin ocorre em meio à escalada da crise no STF provocada pelos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso Master.

Ao solicitar o levantamento do sigilo, o presidente da Corte também buscou garantir que os demais ministros tenham acesso ao material reunido no processo.

O pedido para que o HD seja entregue à Presidência e compartilhado com os integrantes do tribunal amplia o conhecimento do colegiado sobre o conteúdo da investigação antes das próximas decisões envolvendo o caso.

A medida ganha ainda mais relevância diante da sessão extraordinária do plenário marcada para terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar questões relacionadas à crise que atingiu o Supremo.

Caso Master no centro da crise

O caso Master passou a ocupar o centro das tensões internas do STF depois que informações obtidas nas investigações chegaram à Corte e provocaram divergências sobre a condução dos procedimentos.

Fachin passou a atuar diretamente na organização dos processos relacionados à crise e na definição de como as questões envolvendo integrantes do próprio Supremo serão analisadas.

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