Um homem de 54 anos foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (9), suspeito de estupro e cárcere privado de uma adolescente de 14 anos na Praça Seca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, a vítima permaneceu três dias impedida de deixar um apartamento e sofreu violência sexual durante o período.
A adolescente conseguiu pedir socorro quando o suspeito dormia. Ela procurou moradores do condomínio, que acionaram a polícia. Os agentes foram até o imóvel e efetuaram a prisão.
O homem foi identificado como Luciano Batalha de Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, ele possui pelo menos 12 registros criminais, entre eles ocorrências relacionadas a lesão corporal, ameaça, violência doméstica e desacato.
Adolescente consegue pedir socorro
Segundo o delegado Geovan Omena, a adolescente relatou que chegou ao apartamento acompanhada de outro adolescente. De acordo com o depoimento da vítima à polícia, esse jovem teria ido ao local para um encontro sexual com o homem.
O outro adolescente deixou o apartamento, enquanto a menina permaneceu no imóvel. Conforme a investigação, ela teria sido mantida no local durante três dias.
A oportunidade de pedir ajuda surgiu enquanto o homem dormia. Moradores foram avisados pela vítima e chamaram a polícia.
Após ser encontrada, a adolescente estava muito nervosa e chorava. Ela recebeu atendimento em uma unidade de saúde, foi medicada e posteriormente encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exames.
Polícia investiga possível exploração sexual
Além das circunstâncias envolvendo a adolescente de 14 anos, os investigadores pretendem aprofundar a apuração sobre a atuação do suspeito.
A Polícia Civil informou que vai solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Luciano. A medida deverá permitir a análise de arquivos e comunicações armazenados no aparelho e poderá ajudar a identificar outras pessoas relacionadas ao caso.
O delegado Geovan Omena afirmou que a investigação trabalha com a possibilidade de encontrar indícios de uma estrutura de exploração sexual envolvendo menores de idade.
“No momento em que os arquivos forem abertos, nós temos certeza de que vamos estar adiante de uma grande rede de exploração sexual de criança e adolescente”, declarou.
A suspeita, no entanto, ainda será investigada e depende da análise do material que eventualmente seja obtido após autorização judicial.







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