Marinho propõe metrô pela Ponte Rio-Niterói e controladoria independente para fiscalizar governo

Em sabatina na Rádio Manchete, candidato do Novo também promete retomar territórios dominados pelo crime, reforçar efetivo policial e criar polos econômicos regionais

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O candidato do Novo ao Governo do Rio, André Marinho, colocou mobilidade urbana e fiscalização da máquina pública entre os principais eixos de seu programa nesta quarta-feira (9). Durante uma sabatina na Rádio Manchete, ele defendeu a instalação de uma ligação metroviária pela Ponte Rio-Niterói e a criação de uma Controladoria-Geral independente para acompanhar contratos, fornecedores e despesas do Estado.

A ideia de uma ligação sobre trilhos entre o Rio e o outro lado da Baía de Guanabara não é nova. Projetos de integração metroviária entre a capital, Niterói e São Gonçalo já foram apresentados e discutidos em diferentes momentos. A própria Linha 3, que Marinho criticou durante a entrevista, voltou ao debate eleitoral neste ano e também é defendida por outros candidatos.

Metrô sobre a ponte

Batizado por Marinho de “Linha Azul”, o projeto prevê uma estrutura ferroviária acoplada à Ponte Rio-Niterói nos dois sentidos. Ao chegar a Niterói, a linha seria dividida: um ramal atenderia Centro, Icaraí e, futuramente, a Região Oceânica; o segundo seguiria por Barreto e Neves até Alcântara, em São Gonçalo.

Marinho também defendeu concluir outras expansões já discutidas para a rede metroviária, como a ligação da Linha 2 à Praça XV, a conexão entre as estações Uruguai e Gávea e a extensão entre Jardim Oceânico e Terminal Alvorada.

Para a Baixada Fluminense, o candidato propôs o “Arco MM — Arco Mar Montanha”, monotrilho que aproveitaria o traçado do Arco Metropolitano. O primeiro trecho conectaria Pavuna a Duque de Caxias e chegaria ao Arco. Marinho admitiu que a implantação completa não caberia em quatro anos. “Eu sempre vou jogar limpo, 60 quilômetros em quatro anos é inviável”, afirmou.

Fiscalização independente

Na gestão pública, Marinho propôs uma Controladoria-Geral com status de secretaria e vinculada ao gabinete do governador, mas com independência para fiscalizar o Executivo. O controlador seria escolhido a partir de lista tríplice, com participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público.

Segundo o candidato, o órgão acompanharia contratos, fornecedores, empenhos e despesas em tempo real. “Cada contrato, cada encargo, cada contrato com fornecedor, cada empenho [seria] auditado ali em tempo real, linha por linha”, declarou.

Marinho argumentou ainda que os problemas financeiros fluminenses estão relacionados à gestão e ao desperdício de recursos. Ele prometeu revisar estruturas consideradas ineficientes e combater indicações políticas que, em sua avaliação, servem apenas para acomodar aliados.

Segurança com retomada de territórios

Na segurança, o candidato apresentou o plano “Sai Fuzil, Entra Brasil”, dividido em cinco pilares: fechamento das divisas estaduais, retomada de áreas controladas pelo crime, combate às fontes de financiamento das organizações criminosas, ampliação do sistema prisional e valorização das forças policiais.

Marinho prometeu retomar pelo menos 20 territórios até 2030, convocar aprovados em concursos da Polícia Militar, melhorar salários e gratificações e deslocar agentes hoje empregados em atividades administrativas ou de escolta para o policiamento nas ruas. Também defendeu atuação integrada com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Forças Armadas.

Empregos mais próximos da população

Na economia, Marinho propôs oito polos regionais especializados. Entre as atividades citadas estão os setores portuário e naval em Itaguaí, farmacêutico, agronegócio, tecnologia e eletroeletrônicos, games em Nova Iguaçu, moda e beleza em Duque de Caxias e turismo religioso na região de Magé e Guapimirim.

A estratégia, segundo ele, seria descentralizar empregos e reduzir o tempo gasto pela população em deslocamentos.

Na sabatina, Marinho também afirmou que votará no candidato do Novo à Presidência no primeiro turno, apesar de mencionar sua relação com Flávio Bolsonaro. Ao falar da disputa estadual, criticou Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos), adversários que associa à política tradicional.

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