Menção às guerras em Gaza e na Ucrânia impede aprovação total do documento final do G20 apresentado por Fernando Haddad

O Brasil, presidente do G20 em 2024, fez propostas para incluir o tema das guerras, porém o G7 não aceitou

O desfecho da reunião do G20 resultou em um acordo abrangente em quase todos os pontos discutidos, com exceção do parágrafo que tratava das situações de conflito em Gaza e na Ucrânia, que permaneceu sem consenso e foi relegado a uma nota de rodapé.

O Brasil, na condição de presidente do G20 em 2024, fez propostas para incluir o tema das guerras, porém o G7, composto pelos países mais industrializados do mundo, não as aceitou.

Como resultado, o documento final foi um “chair statement” (declaração do presidente), elaborado pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, contendo os nove parágrafos previamente acordados por todos os países, juntamente com a nota de rodapé específica sobre as questões de conflito. Apenas essa nota de rodapé não obteve consenso do grupo.

Durante o encontro do G20, os chanceleres presentes não chegaram a discutir formalmente o documento proposto pelo governo brasileiro. A questão relacionada às guerras foi o único obstáculo significativo para a não aprovação de todos os temas na carta final.

Na tentativa de fechar o texto final do G20, apresentado ao término da reunião dos ministros das Finanças e dos Bancos Centrais em São Paulo, o Brasil sugeriu a exclusão das menções a Israel e Rússia, visando citar apenas Gaza e Ucrânia para alcançar consenso no comunicado final.

Embora a taxação dos super-ricos tenha sido mencionada, foi abordada de maneira indireta, utilizando a expressão “tributação justa e progressiva”.

Apesar da falta de menção explícita aos super-ricos, essa abordagem foi vista como um avanço positivo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia defendido anteriormente a taxação desse grupo, ressaltando a importância de acordos internacionais para evitar a evasão de capital entre as nações.

Em entrevista à GloboNews, na quarta-feira, Dário Durigan, número 2 do Ministério da Fazenda, reiterou o apoio à taxação dos super-ricos.

Com informações do g1.

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