Lula se reúne com Messias e aliados no Alvorada após derrota no Senado

Rejeição de Jorge Messias ao STF amplia tensão entre Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso em ano eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no Palácio da Alvorada com o advogado-geral da União, Jorge Messias, após a rejeição da indicação dele ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado nesta quarta-feira (29). O encontro ocorreu horas depois da votação que impôs uma derrota ao governo e intensificou a tensão entre o Executivo e o Legislativo, a menos de seis meses das eleições.

Também participaram da reunião o ministro José Guimarães e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, em um movimento de articulação diante do impacto político do resultado.

Entenda a derrota no Senado

A indicação de Messias foi rejeitada após ele obter 34 votos favoráveis, oito a menos do necessário para aprovação. Ao todo, foram registrados 42 votos contrários. O resultado expôs dificuldades do governo em consolidar apoio no Senado, especialmente diante de resistências dentro da própria Casa.

A votação ocorreu após meses de articulação política e negociação. Messias vinha sendo alvo de críticas e enfrentava resistência de parlamentares, incluindo integrantes da cúpula do Senado, como o presidente Davi Alcolumbre.

Antes da votação no plenário, o advogado-geral da União passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, onde conseguiu 16 votos favoráveis, mas sem garantia de apoio suficiente para a etapa final.

Reação após o resultado

Após a derrota, Messias comentou o processo que enfrentou ao longo de cinco meses de campanha pela aprovação no Senado.

“Lutei o bom combate, como todo cristão. Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou.

O ministro acompanhou a votação ao lado de familiares, aliados e integrantes do governo. A declaração sinaliza que ele pretende manter atuação política e institucional após o episódio.

A rejeição da indicação é vista como um revés relevante para o governo federal, especialmente por ocorrer em um momento de articulação política sensível. O episódio evidencia dificuldades na base aliada e pode influenciar negociações futuras no Congresso.


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