Os líderes do G20 chegaram a um consenso e aprovaram a declaração final apresentada pelo Brasil durante a reunião no Rio de Janeiro, conforme informaram integrantes do governo brasileiro. A aprovação do documento, segundo informações da colunista Renata Agostini, do Globo, foi marcada por uma alteração de última hora, com a inclusão de duas palavras em dois parágrafos específicos, o que garantiu o aval final dos mandatários.
O presidente da Argentina, Javier Milei, fez algumas ressalvas ao texto durante sua fala, mas deixou claro que não impediria o consenso.
Suas observações foram registradas, mas não foram incorporadas na versão final da declaração. Assim, o documento foi aprovado praticamente sem objeções, com as ponderações de Milei ficando fora do texto conclusivo.
Os países europeus pressionavam por uma condenação mais explícita aos ataques russos. O governo brasileiro resistia à reabertura do texto pré-acordado para evitar um boicote de Moscou à declaração.
Depois de uma longa negociação, os países chegaram a um texto comum com a seguinte fórmula: o G20 condena a guerra na Ucrânia e seus impactos na economia global e nas cadeias de suprimento. Mas não cita a Rússia, que iniciou o conflito armado ao invadir do país vizinho.
No parágrafo sobre a guerra no Oriente Médio, os líderes do G20 adotaram a mesma tática. A declaração manifesta “profunda preocupação” com a crise humanitária e a escalada do conflito no Líbano, mas não faz uma condenação direta dos ataques de Israel.
O texto só cita o país ao dizer que o G20 apoia a solução de dois Estados, em que Israel e Palestina convivam em paz e respeitem as resoluções das Nações Unidas.
A declaração final tem 22 páginas e 85 parágrafos.





