Maré baixa mostra manguezal coberto de plástico na Baía de Guanabara

Flagrante revela grande quantidade de plástico, principlamente garrafas PET, jogados na baía

A quantidade de lixo jogado na Baía de Guanabara continua impressionando quem passa pelos arredores. Nesta segunda-feira (28), o RJ1 mostrou um flagrante de milhares de plásticos espalhados em uma área de manguezal, na altura de São Gonçalo.

Nas imagens aéreas do Globocop, garrafas PET aparecem acumuladas em um ponto da baía. Boa parte desse material é levado pelas águas de rios e riachos que deságuam na Guanabara — problema crônico de poluição que se arrasta há décadas.

Com a maré baixa, a cena fica ainda mais evidene: a vazante revela a montanha de lixo acumulada no manguezal, que deveria funcionar como berçário natural para espécies marinhas. Vale lembrar que plásticos podem levar centenas de anos para se decompor na natureza.

O Agenda do Poder procurou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para saber quais ações são feitas para conter o lançamento de resíduos na Baía. Em nota, o órgão informou que a o local mostrado nas imagens está dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Guapi-Mirim, que é de responsabilidade federal e administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A autarquia, por outro lado, contradisse o Inea, informando que o local em questão não está dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Guapi-mirim. “Mas pela proximidade, o ICMBio está planejando inspeção. Apenas aguardando condições favoráveis”, informou o órgão federal.

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