A maioria dos brasileiros acompanhou o breve encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas, e avaliou o episódio como positivo para o líder brasileiro. De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8), 57% da população tomou conhecimento do encontro, e, entre eles, 49% consideram que Lula saiu politicamente fortalecido.
O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 5 de outubro, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país, e margem de erro de dois pontos percentuais.
Durante sua fala na ONU, Trump surpreendeu ao mencionar o encontro e relatar um gesto amistoso entre os dois presidentes. “Tivemos uma química excelente. É um bom sinal”, afirmou o estadunidense.
Após o episódio, Lula e Trump voltaram a conversar por videoconferência nesta segunda-feira (6), em uma ligação que durou cerca de 30 minutos e tratou de temas econômicos, especialmente das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Há expectativa de que o diálogo evolua para uma reunião presencial nos próximos meses.
Brasileiros aprovam aproximação e postura amistosa
Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados acreditam que Lula e Trump terão uma boa relação após um encontro oficial, enquanto 36% consideram improvável uma convivência harmoniosa. Outros 13% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também aponta que 46% dos brasileiros acham que Lula deve se esforçar para marcar uma reunião com o presidente norte-americano, e 44% sugerem que o brasileiro “deve ser cuidadoso e esperar mais”.
A percepção de que o presidente deve adotar uma postura cordial ganhou força desde agosto: 65% defendem que Lula mantenha uma atitude amigável diante de Trump — um aumento de sete pontos em relação à pesquisa anterior —, enquanto 25% preferem uma postura mais dura, percentual que caiu oito pontos desde então.
Aprovação de Lula sobe e empata com desaprovação
O mesmo levantamento mostra que a avaliação do governo federal melhorou de forma consistente nos últimos meses, reduzindo a diferença entre aprovação e reprovação a apenas um ponto percentual. O cenário atual — 48% de aprovação e 49% de desaprovação — representa o melhor resultado desde janeiro.
Em maio, essa diferença era de 17 pontos, com apenas 40% de aprovação e 57% de reprovação. A pesquisa indica que a recuperação foi impulsionada por fatores econômicos e pelo discurso de soberania nacional adotado por Lula após a crise do tarifaço. A queda no preço dos alimentos também contribuiu para o avanço da popularidade do presidente.
Apoio cresce entre mulheres e eleitores de meia-idade
O desempenho positivo do governo foi puxado principalmente por mulheres e eleitores de 35 a 59 anos. Entre as mulheres, a aprovação passou de 48% para 52%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 45%. Já entre os adultos de meia-idade, 51% aprovam o governo e 46% desaprovam.
O resultado reforça a tendência de recuperação do apoio ao presidente entre grupos sociais considerados moderados, sobretudo aqueles que não se identificam com posições políticas definidas.






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