Lula lança no Rio programa para a cultura com crédito, geração de emprego e ocupação de territórios

Programa Brasil Criativo, bibliotecas em conjuntos habitacionais e salas de cinema em escolas estão entre as propostas para os próximos quatro anos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresenta nesta quarta-feira (23), no Rio de Janeiro, um conjunto de propostas para o setor cultural que coloca a geração de emprego e renda entre os principais eixos do programa. O lançamento ocorre durante encontro com artistas e representantes da cultura na Fundição Progresso, na Lapa.

Entre as principais medidas está o Programa Brasil Criativo, que prevê linhas de crédito subsidiado destinadas a empreendedores, produtores e profissionais da economia criativa. Segundo a proposta de campanha, o objetivo é ampliar o acesso a financiamento para projetos culturais e estimular a transformação de iniciativas do setor em negócios e postos de trabalho.

Crédito e qualificação profissional

O programa também prevê a criação daquela que a campanha apresenta como a maior plataforma de cursos profissionalizantes na área cultural da América Latina. A iniciativa busca qualificar trabalhadores de diferentes segmentos envolvidos na realização de filmes, espetáculos, festivais, shows e outras atividades.

O plano é apresentado como uma nova etapa das políticas adotadas pelo governo desde 2023, quando o Ministério da Cultura foi recriado. Nesse período, também foram retomados mecanismos de financiamento. A Lei Paulo Gustavo, por exemplo, viabilizou R$ 3,862 bilhões para ações e projetos culturais em todo o país, enquanto a Política Nacional Aldir Blanc estabeleceu um modelo continuado de repasses federais para estados e municípios.

Cinema brasileiro mais perto das escolas

No audiovisual, Lula propõe consolidar a Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming lançada pelo governo federal em 2026, além de instalar cineclubes e espaços de exibição em escolas públicas. A intenção anunciada pela campanha é ampliar a circulação das produções nacionais e aproximá-las de estudantes e comunidades.

A plataforma reúne filmes, documentários e outros conteúdos audiovisuais brasileiros. A expansão para as escolas combinaria o acesso digital com espaços coletivos de exibição.

Bibliotecas e cultura nos territórios

Outra proposta é a Fábrica de Bibliotecas. O plano prevê instalar bibliotecas em condomínios do Minha Casa, Minha Vida e buscar garantir ao menos uma biblioteca pública em cada município brasileiro.

O programa inclui ainda a expansão dos chamados CRIAs, equipamentos voltados à criação cultural nos territórios. Segundo a campanha, os espaços seriam destinados à produção, formação profissional e geração de renda, com estrutura para artistas, produtores e iniciativas locais desenvolverem projetos e alcançarem novos públicos.

As propostas partem da estratégia de ampliar a participação do setor cultural na economia e o acesso da população a livros, filmes, qualificação e equipamentos culturais. Lula discute o programa nesta quarta-feira com artistas, lideranças políticas e representantes do setor na Fundição Progresso, na Lapa.

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