O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (13) que seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, será responsabilizado caso as investigações apontem que ele teve participação em irregularidades. Durante uma live, Lula também rebateu acusações contra o filho citando uma reportagem sobre empresas do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de Antonio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
“Se meu filho estiver metido, ele vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com o ‘Careca’ é o Flávio Bolsonaro. Não é o meu filho”, afirmou o presidente.
A declaração ocorreu durante uma transmissão ao vivo realizada após a mobilização nacional convocada pelo PT. Lula abordou as investigações relacionadas ao caso Master e às suspeitas de tráfico de influência envolvendo seu filho.
Lula comenta caso Master e investigações
Ao falar sobre o caso Master, Lula voltou a comparar sua gestão com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente afirmou que seu governo prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto, segundo ele, a administração anterior teria criado as condições para o funcionamento do banco.
O Banco Master recebeu autorização para funcionar em 2019. Lula também mencionou as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e criticou o histórico de acusações relacionadas ao senador.
Segundo reportagem publicada pelo ICL, a empresa Bravo Grafeno, ligada a Flávio Bolsonaro, ocupa o mesmo endereço em Brasília que pelo menos 16 empresas relacionadas a Antonio Carlos Antunes. O endereço fica no Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. A reportagem também afirma que as empresas utilizariam os mesmos serviços de contabilidade.
Lula ainda afirmou que o governo já devolveu R$ 3,5 bilhões a aposentados e pensionistas que tiveram valores desviados no esquema investigado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Inflação e preço dos alimentos
Durante a live, Lula também falou sobre temas que vêm sendo usados em sua campanha para a eleição de 2026. Entre eles estão inflação, preço dos alimentos, soberania nacional, segurança pública e regulamentação das bets.
O presidente afirmou que a inflação acumulada nos últimos quatro anos é de 13,6%. O índice acumulado pelo IPCA, porém, é de 17,9%. Ainda assim, a alta é apontada no texto original como a menor registrada em um mandato presidencial às vésperas de uma eleição desde o início do Plano Real.
Lula reconheceu que o preço dos alimentos continua sendo uma preocupação para a população. Ele atribuiu parte do problema aos preços registrados no governo anterior e afirmou que pretende ampliar o poder de compra do salário mínimo.
Soberania nacional entra no discurso
Outro ponto abordado pelo presidente foi a chamada soberania nacional. Lula citou o petróleo e as terras raras ao defender que recursos naturais brasileiros sejam explorados de acordo com os interesses do país.
Na transmissão, ele questionou se o Brasil deve manter o controle sobre petróleo e minerais considerados estratégicos ou permitir uma maior participação de empresas estrangeiras na exploração desses recursos.
Lula afirmou que pretende defender um país soberano e que os recursos naturais devem beneficiar a população brasileira.
Presidente fala em fechar bets
Lula também relatou uma reunião que teve durante o fim de semana com oito pessoas afetadas pelas apostas on-line. Segundo ele, entre os participantes estavam pessoas que contraíram dívidas relacionadas às bets, além da mãe de uma pessoa que morreu por suicídio.
O presidente afirmou que pretende discutir medidas para enfrentar o problema e declarou que, se dependesse de sua vontade, as plataformas de apostas seriam fechadas.
Lula classificou o endividamento provocado pelas apostas como um problema que precisa ser enfrentado pelo governo.
Segurança pública e combate ao crime
No fim da transmissão, Lula citou medidas relacionadas ao combate ao feminicídio e ao crime organizado. Entre as ações mencionadas esteve o programa Celular Seguro, que permite o bloqueio de aparelhos roubados ou furtados.
Segundo o presidente, o objetivo é impedir que celulares roubados continuem sendo utilizados e reduzir o interesse econômico nesse tipo de crime.







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