O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (17) que os casos envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam analisados conjuntamente pela Corte. A declaração foi dada em entrevista à rádio Itatiaia, após a sessão que discutiria a situação dos dois ministros terminar sem uma definição.
“Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se telefonema é verdade, se [Luiz] Fux está envolvido, se [André] Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] está envolvido. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois. Todo mundo agora já tem material, é só tornar público”, declarou.
Presidente cobra transparência no caso Master
Lula afirmou que a investigação sobre o Banco Master ainda não chegou ao fim e cobrou a divulgação das informações já obtidas pelas autoridades. “O caso Master não foi desvendado”, disse o presidente, ao defender que eventuais envolvidos sejam identificados e responsabilizados.
Na entrevista, Lula também voltou a mencionar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao tratar do escândalo investigado. As declarações ocorrem em meio à ampliação das apurações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relações de autoridades com personagens ligados ao caso.
Lula afirmou ainda que o STF deve receber tratamento semelhante para todos os envolvidos e reiterou que eventuais irregularidades precisam ser apuradas. “Se o Alexandre de Moraes cometeu erro, é decisão da Suprema Corte. Se tiver errado, vai ter que pagar pelo que cometeu. Mas queremos o mesmo para todo mundo”, afirmou.
STF mantém casos em disputa
A discussão no Supremo envolve, de um lado, questionamentos sobre a condução de André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e, de outro, informações reunidas pela Polícia Federal sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. A Corte ainda não definiu se os casos serão analisados juntos ou separadamente.
Lula também defendeu o respeito à instituição e disse que o Supremo deve esclarecer os fatos. “Suprema Corte tem que ser respeitada. Se não tiver respeito, fica difícil acreditar que é a guardiã da Constituição. É a única instância da qual não se pode recorrer. Por isso, é importante que seja mais séria que o restante da sociedade”, afirmou.
A suspensão da análise ocorreu depois de uma sessão marcada por divergências entre ministros. O pedido de vista de Dino deixou em aberto tanto a discussão sobre a união dos processos quanto o calendário para a análise dos casos.







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