O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad (PT), que deixa o cargo nesta sexta-feira (20). O anúncio foi feito durante a 17ª Caravana Federativa, realizada em São Paulo.
Durante o evento, voltado a prefeitos e vice-prefeitos para apresentação de ações do governo federal, Lula apresentou publicamente o sucessor e destacou que ele assumirá a condução da política econômica. “Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Olhem bem para a cara dele porque é ele que vocês vão cobrar muitas coisas”, afirmou o presidente.
Transição no comando da Fazenda
A mudança já vinha sendo sinalizada nos bastidores ao longo da semana pelo próprio Fernando Haddad. Atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan era considerado o principal nome para a sucessão, garantindo continuidade à gestão da pasta.
Haddad cumpre nesta quinta-feira seu último dia de compromissos como ministro. À noite, ele deve anunciar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo, em evento ao lado de Lula. A saída oficial do ministério ocorre na sexta-feira, quando Durigan assume formalmente o cargo.
Críticas à decisão do Banco Central
No mesmo discurso, Lula também direcionou críticas ao Banco Central após a instituição reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual. O presidente afirmou que esperava um corte maior, de pelo menos 0,5 ponto.
“Eu estou triste, Haddad, porque eu esperava que nosso Banco Central abaixasse os juros a pelo menos 0,5%, e abaixou só 0,25% dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível”, declarou.
O presidente ainda ressaltou os esforços do governo para estimular a economia, com geração de empregos e aumento de renda, e disse que a política de juros mais elevados dificulta esse processo.
Governo promete fiscalizar preços de combustíveis
Lula também mencionou impactos da guerra no Irã e afirmou que o governo federal irá intensificar a fiscalização sobre possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.
Segundo ele, a equipe econômica e órgãos de controle devem atuar para evitar que consumidores sejam prejudicados por reajustes injustificados, em meio ao cenário internacional de instabilidade.






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