Se ainda não obteve a renovação de sua concessão, a ser analisada em 2026, a Light já conseguiu o apoio da classe política fluminense. Em reunião neste sábado, 15, o board da empresa, capitaneado pelo acionista majoritário, Nelson Tanure, fez longa e detalhada explanação sobre as mudanças já implementadas e o robusto plano de investimentos que chega a R$ 11 bilhões nos próximos anos.
Com a participação também do CEO da distribuidora, Alexandre Nogueira, e do presidente do Conselho Administrativo, Hélio Costa, o encontro contou com a presença de prefeitos dos municípios atendidos pela empresa. Foi organizado pelo ex-governador Pezão (prefeito de Piraí) e pelo secretário de Assuntos Federativos de Lula, André Ceciliano, que fraqueou as dependências de seu sítio em Mendes para receber o grupo.
– A empresa fez uma explanação consistente sobre os avanços verificados até aqui e sobre seu vigoroso plano de investimentos. Todos saíram bem impressionados com o projeto e com a disposição da distribuidora de recuperar a excelência na prestação de serviços que marca a história da empresa no Rio – comentou Pezão.
Não foram apenas os prefeitos do interior que estiveram presentes. Eduardo Paes chegou um pouco atrasado mas a tempo de usar a palavrar para se congratular com a exposição de Nelson Tanure e Alexandre Nogueira.
Entre os convidados, estavam presentes também deputados federais do Rio integrantes da Comissão de Minas e Energia. Max Lemos (PDT) usou a palavra para enaltecer o projeto da empresa, destacando a postura democrática e aberta da corporação em dialogar com as lideranças fluminenses.
– A Light pode contar com o meu apoio. É uma corporação séria, que tem em seu comando pessoas do Rio, comprometidas com o futuro de nosso estado, como o Tanure – destacou.
O parlamentar enfatizou que o caso da Light é totalmente diverso da Enel, que, segundo ele, não atende minimamente aos consumidores fluminenses e não se abre ao diálogo franco e aberto com a sociedade. Max fez críticas ao ministro Alexandre Silveira, responsabilizando-o pela não retomada das obras de Angra 3.



Já o deputado Hugo Leal enfatizou que são necessárias mudanças no modelo de concessão, de modo a garantir a participação dos municípios na fiscalização e controle dos serviços prestados. Ele fez críticas a agência reguladora Aneel por sua incapacidade de aferir in loco a qualidade dos serviços.
Estiveram presentes os prefeitos Eduardo Paes, Antônio Neto (Volta Redonda), Kátia Miki (Barra do Piraí), Pezão (Piraí), Luciano Muniz (Pinheiral). Joa (Três rios), Rosi Silva (Vassouras), Aluisio D´Elias (Quatis) Andrezinho Ceciliano (Paracambi), Netinho Reis (Duque de Caxias), Marotto (Mesquita), e Bapton Biondi (Rio Claro).
Entre os parlamentares federais, estavam presentes Benedita da Silva, Júlio Lopes, Max Lemos e Laura Carneiro.







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